Pierre Budar comentou a prestação da sua equipa na Suécia. O responsável pela Citroen elogiou o trabalho dos pilotos e da equipa, ficando satisfeito com a evolução do C3 WRC.
Esperava esta performance do Craig nesta prova?
“Acredito que muito poucos esperavam este andamento por parte dele, pelo menos a este nível. Claro que sempre acreditei no Craig, mas ainda assim trocou-nos as voltas, mostrando-se muito rápido e constante. O que ele fez neste fim de semana foi simplesmente fantástico, procurando, com uma enorme regularidade, manter o 2º lugar, demonstrando uma maestria digna de um piloto mais experiente. Foi, decerto, um novo passo na sua progressão. Aliás, deve haver uma história de amor entre ele e os ralis escandinavos, porque depois do 3º lugar alcançado na Finlândia em 2016, é na Suécia que ele obtém o melhor resultado da sua jovem carreira no WRC.”
É, também, a confirmação dos progressos do C3 WRC…
“De facto, é a prova do potencial do nosso carro. Também confirma a validade do trabalho feito na versão de terra desde a última edição do Rali do Suécia, nomeadamente em termos de geometrias de suspensão, amortecedores, distribuição de binário entre os eixos ou mesmo nas configurações do diferencial central pilotado. Se tal nos obrigou a esforços na ampliação da janela operacional, estamos constantemente a melhorar o desenvolvimento do C3 WRC, pelo que este resultado é uma ilustração perfeita disso. Finalmente é também uma justa recompensa para a equipa, pessoas que investiram largas horas nos testes de preparação, colocando literalmente 5 dias de testes num período de quatro.”
Qual a sua opinião sobre as prestações do Kris e do Mads?
“O regresso do Mads à equipa é certamente positivo: ele fez uma prova regular, apesar da sua falta de experiência com o C3 WRC, e conquistou valiosos pontos para a equipa. Ele também nos trouxe uma abordagem diferente em termos de configurações, tendo, sem dúvida, dado ao Craig dicas interessantes na definição do seu próprio set-up. Agora vamos estudar em conjunto que oportunidades haverá para se repetir esta experiência. Quanto ao Kris, a sua prova foi condicionada pela posição na estrada no primeiro dia, mas ele cumpriu perfeitamente o papel de líder, tentando juntar alguns pontos ao pecúlio, apesar da sua desventura. A sorte não esteve do lado dele pois o pequeno erro não deveria ter tido as consequências que teve. Mas há um lado positivo, pois vai beneficiar de uma posição de partida favorável no México, prova que venceu há um ano.”










