Miki Biasion disse no Rally da Madeira Legend que “hoje os carros de ralis são todos ‘iguais’, e as pessoas seguem cada vez mais os históricos”. É verdade que sim, as provas de históricos e Legends são cada vez mais seguidas, mas se fossemos a atentar pelo que se diz e escreve nas caixas de comentários parece que os adeptos se estão a mudar para os ‘Legends’ em massa, e isso está muito longe de ser verdade. Simplesmente, os adeptos que ‘vivem mal’ com o que são hoje os ralis e passam a vida a dizer que nos anos 80 é que era, fazem questão de deixar isso claro, e os que são a grande maioria, os que se foram habituando a todas as eras dos ralis e preferiram centrar-se no que de bom os ralis sempre deram aos adeptos, são uma enorme maioria silenciosa.
Os atuais carros de ralis são os mais rápidos de sempre, fantásticos de ver ao vivo. Quando leio alguns comentários sobre os testes dos novos Rally1, algo do estilo “carros a pilhas, não”, sinto que estas pessoas nem se dão ao trabalho de perceber que o que aí vem não é muito diferente do que existe agora. Carros em modo elétrico nas ligações é um mal menor, pois convém a todos terem presente que as marcas não estão no WRC porque são “adeptos como nós”. Gastam lá muito dinheiro e querem ter retorno. Por isso, os carros têm que (minimamente) acompanhar a indústria automóvel, senão, não teria qualquer interesse para as marcas estar no WRC, porque a eles interessa-lhes o marketing, mostrar que os seus carros aguentam tudo, são bons. Na história do WRC, há muitos exemplos de ‘paixão’ nas marcas, mas se o retorno não acompanhasse, nunca lá ficariam muito tempo, só porque sim. E hoje continua a ser assim.









