Este Rali de Monza fica marcado por vários momentos que terão o seu lugar na história do WRC. Sébastien Ogier alcançou o seu oitavo título, que provavelmente só ficará cotado atrás dos que alcançou com a Ford e o primeiro com a Volkswagen. E marca também o fim de uma era de World Rally Cars, que, provavelmente, vão ficar na memória coletiva como os mais competitivos da história da disciplina… com motores de combustão.
Sim, porque apesar de ser demasiado cedo para uma mudança para WRC elétricos, um dia, provavelmente, lá chegarão, mas tal como Jari-Matti Latvala nos disse hoje, se isso sucedesse a curto prazo, seria a ‘morte’ do WRC.
Um dia, o WRC terá carros mais competitivos, não tenho a mais pequena das dúvidas, pois conheço bem as potencialidades das motorizações elétricas. No próximo ano, não serão mais competitivos, pelo contrário, mas talvez daqui a algum tempo já estejam ao nível dos atuais WRC em termos de performance. Basta, por exemplo, que o sistema híbrido permita uma maior utilização da potência extra nos troços. Quando isso acontecer, é só imaginar o que fariam 500 cv num carro de ralis moderno, eficientes como são.
Na história do WRC foram dados ao longo do tempo, passos que pareceram atrás, mas não foram. Trataram-se simplesmente de acompanhar a indústria. Essa sim, é uma necessidade do WRC. No dia em que isso deixar de suceder, o WRC irá definhar muito depressa. Por isso, tal como quando os Navegadores Portugueses, tiveram Velhos do Restelo a dizer-lhes para não o fazerem, que era um erro. O que seria o Mundo no Séc. XV e seguintes, se eles não tivessem seguido as suas viagens…










