Não é de agora que bato na tecla desta questão, e recentes palavras de Jean Todt, Presidente da FIA, levam-me a crer que a própria FIA sabe, mas não pode ou não soube atuar mais cedo. Todt diz que “era essencial que mudássemos para os híbridos, e já é tarde”.
E tem toda a razão, mas o mal está feito, e com uma agravante: Sinceramente, duvido que os híbridos que vamos ter no WRC sirvam para seduzir alguma marca automóvel para entrar no WRC a médio prazo, e neste contexto não foi por acaso que a FIA já disse que esta nova geração de Rally1, só vai ‘durar’ três anos, ao invés dos cinco habituais, e se necessário, morre mais cedo, acrescento eu.
E porquê? Li recentemente um texto do Senhor Marko Paakkinen, líder da VTT Technical Research Centre of Finland, uma empresa líder em investigação e tecnologia nos países nórdicos.
O que ele diz, que aqui vou resumir, é dramático para o WRC: De acordo com Paakkinen, a bateria instalada nos novos WRC tem uma capacidade menor do que nos carros de passageiros híbridos plug-in. Para além disso, a evolução ‘elétrica’ é tão forte e está a ser tão rápida, que três anos no WRC são uma eternidade. Em 2024 ou 2025 as vendas de carros híbridos plug-in cairão, pois serão feitos progressos enormes nos carros elétricos.
Isto significa que será difícil uma marca encontrar no WRC um bom veículo de marketing, já que em termos técnicos a indústria está bem à frente do WRC. Tal como disse Jean Todt “ontem já era tarde” e agora vamos ver nos próximos anos as consequências disto na competição.










