No final do Rali de Monte Carlo publicámos um artigo cujo título era: “A Hyundai teve um problema, a Toyota foi melhor”, algo que se aplica na perfeição agora neste Rali do Ártico/Finlândia, mas ao contrário: “A Toyota teve um problema, a Hyundai foi melhor”.
No final do Rali de Monte Carlo, Andrea Adamo cascou forte e feio na sua equipa: “Este rali terminou da mesma forma que correu todo o fim-de-semana. Foi totalmente errado. Não sei se foi a nossa abordagem, ou o que quer que seja, mas voltámos a deixar expostos os nossos limites. Nem sequer podíamos reagir muito porque estávamos apenas a lamber as nossas feridas e a tentar chegar mais à frente. Pessoalmente tenho de repensar profundamente em muitas coisas, porque o que vi este fim-de-semana está longe de ser algo que me faça orgulhoso, e feliz. Algo na abordagem tem de ser mudado” disse um Andrea Adamo, que contrasta com o que vimos no final deste Rali do Ártico/Finlândia: “Depois do rali, o que tenho o prazer de dizer é que vejo que as pessoas tiveram a mesma abordagem que fizemos no ano passado e que nos permitiu, a partir da Estónia, lutar realmente e ganhar o campeonato dos Construtores. Por diferentes razões, não fomos suficientemente bons, em termos gerais, para também permitir que os nossos pilotos lutassem pelo campeonato de Pilotos. Por diferentes razões, em Monte-Carlo, não estávamos a atuar bem. Não em termos de desempenho mas na abordagem que devíamos ter tido e eu questiono-me sempre.
Penso realmente que aqui preparámos o evento da forma que estávamos habituados e da forma como temos do fazer, com a determinação que é necessária. Também, relaxar depois de Monte-Carlo foi necessário, porque alguns dos meus colaboradores estavam muito cansados. Porque devo dizer que, depois da Estónia em diante, a minha equipa tem trabalhado arduamente, não voltou para casa durante um longo período, sem ver a família, as crianças, etc., durante meses. Por vezes, tenho de gerir as coisas sob este ponto de vista…”
Já Jari-Matti Latvala, Chefe de Equipa da Toyota, admitiu que falharam nas afinações dos seus carros: “O Kalle produziu um desempenho muito bom neste rali, conseguindo manter a segunda posição no dia final e também ganhar a Power Stage, marcando bons pontos para a equipa e para si próprio. Elfyn tentou arduamente chegar ao quarto lugar, mas não conseguiu. Continuamos a liderar ambos os campeonatos e podemos estar satisfeitos, mas é claro que queríamos mais.
Este foi um rali em casa para a equipa e esperávamos poder ganhar aqui. Estivemos a lutar um pouco, os pilotos não estiveram completamente satisfeitos com o carro durante a prova. Fomos rápidos em alguns troços, mas depois houve outros em que não fomos tão competitivos e agora precisamos de analisar porquê”, disse.
Basicamente, a este nível com que se anda hoje em dia no WRC, os andamentos são tão equilibrados quando tudo está perfeito de ambos os lados, que qualquer pequena diferença se vai notar.
A Toyota era claramente favorita nesta prova, mas pelos vistos a Hyundai fez, desta vez, melhor o seu trabalho e isso fez a diferença. Convém ainda não esquecer que o piloto mais experiente da equipa, Ogier, nada podia fazer nesta prova devido à sua ordem na estrada, enquanto do lado da Hyundai as coisas foram bem diferentes. Veja-se a ordem de partida e a classificação no fim do primeiro dia de prova:
1 – Ogier (9º a 49.98s)
2 – Evans (5º a 32.0s)
3 – Neuville (4º a 29.8s)
4 – Rovanpera (3º a 20.4)
7 – Tanak (1º)
9 – Breen (2º a 16.2s)










