No início deste ano arrancou a 51ª edição do Mundial de Ralis, uma competição que completou 50 anos a 19 de janeiro, o dia em que arrancou em 1973. Daí para cá, os ralis depressa ganharam um élan muito forte entre os adeptos do automobilismo, e aqueles tempos loucos que se passaram nas estradas, especialmente em ralis como o de Portugal, Itália ou Monte Carlo, em que a festa dos adeptos elevou a disciplina aos píncaros. É pena que hoje em dia se trabalhe para manter viva a disciplina, que tem sido vítima da inépcia dos seus responsáveis que nos últimos anos não souberam evoluir como tudo o que se passava à sua volta e agora têm de dar ao pedal, o que teria sido desnecessário se tivessem atuado em devido tempo. Foram precisos os fortes avisos de pessoas que só este ano chegaram à modalidade, como Cyril Abiteboul, agora Presidente da Hyundai Motorsport, para que a FIA e o Promotor do WRC percebessem que estavam a ‘patinar’ e a preocupar-se demasiado com coisas com muito menos importantes como a tecnologia dos carros.
Não é fácil que o WRC volte aos anos de ouro, que foram claramente os anos 80, mas a modalidade criou uma ligação tão grande com os adeptos que a paixão dos ralis nunca esmoreceu, e estende-se até hoje. O problema é que é preciso, mais do nunca renovar os adeptos se vão perdendo e é aí que o Promotor e a FIA estão a falhar…
Por isso o futuro preocupa um pouco, pois os ralis estão a perder mais adeptos dos que conseguem ‘arregimentar’, e isso está a suceder porque quem tem o dever de promover a modalidade está a fazer um trabalho ‘curto’. Vamos ver se os ralis festejam, pelo menos, mais cinco décadas…









