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MEMÓRIA, HÁ 10 ANOS: A 71ª vitória de Sébastien Loeb foi na Grécia | AutoSport

MEMÓRIA, HÁ 10 ANOS: A 71ª vitória de Sébastien Loeb foi na Grécia

Por a 9 Setembro 2022 10:11

Sébastien Loeb lidera neste momento o Rali da Grécia, há precisamente 10 anos, foi ele que o venceu. Curiosamente, os problemas da Ford eram precisamente o oposto do que são atualmente. Recordemo-lo:
A Citroën averbou terceira dobradinha da época e Ford voltou a desiludir

Já não é novidade, a cena volta a repetir-se: Sébastien Loeb somou mais um triunfo (71º) e voltou a dar um passo importante na direção do título. Por seu lado, a Ford provou que não é pela rapidez dos seus pilotos que não consegue rumar contra a maré, mas sim ora pela falta de fiabilidade do Fiesta WRC, ora pelo excessivo ímpeto de quem os conduz …

Malcolm Wilson bem pode vir dizer que, apesar de tudo, está satisfeito porque a Ford provou que o Fiesta terá andamento para o DS3 no próximo Rali da Nova Zelândia. Mas que valor tem isso quando os seus dois pilotos, Jari-Matti Latvala e Petter Solberg, estiveram sempre a importunar Sébastien Loeb, mas acabaram por capitular na hora decisiva? Mais, depois do Rali da Grécia, a Ford sofre a humilhação do seu melhor representante ser um piloto privado, Mads Ostberg, e tanto Latvala como Solberg já só com ajuda divina poderão renovar as suas esperanças quanto ao título (o finlandês soma já um atraso de 78 pontos e o norueguês de 50 pontos face a Loeb).

O culpado? Claro, o mesmo de sempre: Sébastien Loeb! Em solo grego, o piloto da equipa oficial Citroën conquistou a sua terceira vitória e voltou a pôr a concorrência em sentido, depois de uma prova exemplar em termos de erros, onde o único percalço foi um furo, já depois de ter o rali decidido. Aqui salta novamente para a arena de jogo o fator ‘sorte’ que Loeb parece ‘tratar por tu’ como nenhum outro piloto.

Se durante os três primeiros dias, Latvala foi uma sombra ameaçadora para o francês (a diferença entre os dois nunca ultrapassou os 10,2s e chegou, até à terceira especial, a pender para o lado do piloto da Ford, por 3,3s), nos dois últimos dias essa responsabilidade coube a Petter Solberg (cuja diferença mínima para Loeb foi de 10,2s).

Mas se Latvala acabaria por ter encontro marcado com o azar na 14ª especial quando não escapou a um furo (que o fez perder mais de três minutos e o atirou para quarto), Solberg, sobre quem, na última etapa, recaiu a responsabilidade de honrar o nome da Ford, não passou da primeira especial do último dia. O norueguês saiu de estrada e danificou a roda traseira esquerda do Fiesta, sendo mesmo obrigado a abandonar e a renunciar aos 18 pontos que estavam, pelo menos esses, perfeitamente ao seu alcance.

Soma e segue
Nestas circunstâncias, a vitória de Loeb até pode parecer fácil. Mas mesmo usando e abusando da ajuda alheia, o pequeno gaulês teve que ultrapassar todas as dificuldades inerentes a uma prova muito dura e tremendamente exigente ao nível da fiabilidade dos carros. E fê-lo a um ritmo impressionante e de forma a escapar a praticamente todas as armadilhas que a prova reservada. Um mérito, portanto, inquestionável.

Como somou ainda os três pontos correspondentes à vitória no Power Stage, Loeb saiu da Grécia com a pontuação máxima possível, podendo agora dar-se ao luxo de somar uma desistência e manter, ainda assim, a liderança do Mundial de Pilotos.

Mas Loeb não fez a festa da Citroën sozinho uma vez que Mikko Hirvonen proporcionou à marca do double chevron a terceira dobradinha em seis provas (segunda consecutiva). Desta feita, Hirvonen teve mais dificuldade do que na Argentina para acompanhar o ritmo de Loeb, mas, não obstante, solidificou o segundo lugar no Mundial de Pilotos, reforçando a armadura de ‘guarda-costas’ ao primeiro piloto da equipa.

Como Latvala ainda a conseguir subir ao terceiro posto (após a desistência de Solberg), os Ford acabaram por ocupar as posições entre o terceiro e o quinto posto, com Ostberg a amealhar mais 12 pontos para a sua contabilidade correspondentes à quarta posição, enquanto Martin Prokop voltou a surpreender com o quinto posto Tudo isto, num rali onde Thierry Neuville ainda conseguiu colocar o DS3 da Citroën Junior em sexto, mas onde Evegny Novikov, Nasser Al-Attiyah e Ott Tanak já não lograram atingir o final.

Assim, não admira o primeiro S2000, tenha aparecido na classificação na sétima posição, com o vencedor de 2011, Sébastien Ogier, a fazer com o Skoda Fabia S2000 preparado pela VW Motorsport mais uma prova plena de garra. Não menos elogios merece a prestação de Al Rajhi cujo Ford Fiesta S2000 andou também a um ritmo muito elevado sem pôr em causa a fiabilidade do carro preparado pela M-Sport.

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