O diretor da Toyota Gazoo Racing, Jari-Matti Latvala, veio a público elogiar os novos regulamentos dos Rally1 na sequência do acidente que suspendeu os testes da sua equipa nos Alpes franceses no final do mês passado.
Elfyn Evans saiu de estrada enquanto se preparava para o Rallye Monte-Carlo, o evento de abertura na nova era dos Rally1 híbridos, danificando muito o GR Yaris WRC.
Embora o acidente tenha atrasado a primeira aparição de Sébastien Ogier no carro, aumentou a confiança na melhoria das estruturas de segurança nos carros de Rally1.
Estes sentimentos tiveram ainda mais eco depois de Thierry Neuville ter tido um acidente muito grande, capotando várias vezes fora de estrada, imobilizando-se dentro de um pequeno rio com o Hyundai i20 N WRC Rally1 que ficou completamente destruído. Neuville e o navegador, Martijn Wydaeghe, foram levados ao hospital, com este último a sofrer uma lesão no ombro. Tiveram alta mais tarde, nesse mesmo dia.
Embora os detalhes sobre o acidente continuem a ser escassos, as imagens nos meios de comunicação social das consequências, mostrando o carro numa enorme ravina, dentro do rio sugerem que as medidas de segurança evitaram ferimentos mais graves à dupla, mas a destruição do carro é imensa, e algo a que nos temos de habituar mais, pois os novos chassis tubulares são mais propícios a este tipo de destruição, face aos chassis ‘convencionais’, sem que isso influa na segurança dos ocupantes da ‘safety cell’.
“O Elfyn foi o primeiro acidente real que vimos com estes carros”, disse Latvala, “por isso, deste lado foi muito positivo. Estamos felizes com a forma como tudo funcionou – a forma como as medidas de segurança e tudo fizeram o seu trabalho”.
Os carros do Rally1 incorporam uma ampla mudança de regulamentação, incluindo uma novíssima célula de segurança, em aço, para proteger as tripulações.
Investigada e concebida pela FIA, esta estrutura é comum aos três fabricantes dos Rally1. Oferece uma melhoria significativa na segurança a partir de intrusão frontal, de cima para baixo, e de impacto lateral.
Questionado se o acidente teve impacto quanto ao aspecto híbrido do carro, Latvala disse que toda a área híbrida, e ainda o motor, o inversor e a bateria, permaneceram intactas. Todas as três estão seladas numa caixa capaz de resistir a um impacto de 70G.
A razão pela qual tivemos de parar o teste do Elfyn (Evans) foi que nos faltavam algumas peças”, disse Latvala. “Não foi um enorme acidente. Como este é um carro novo, ainda estamos a trazer alguns painéis novos, e outras coisas, não os tínhamos connosco, por isso tivemos de voltar à Finlândia”, disse.
Espera-se que Ogier faça a sua estreia nos testes num GR Yaris no final desta semana, quando a Toyota regressar a França para estabelecer uma base para o Rallye Monte-Carlo.












