A FIA tem vindo a realizar discussões cruciais para definir o futuro do Campeonato Mundial de Ralis (WRC) e as suas principais categorias. Durante a recente reunião da Comissão do WRC, foram analisados os projetos de regulamentos técnicos que entrarão em vigor a partir de 2027. A meta é aprovar as novas diretrizes em outubro, já com o aval do Conselho Mundial da FIA, como é habitual.
Não se sabe muito, especialmente o detalhe, mas sabe-se alguma coisa. Para os carros da classe Rally1, a proposta é manter a tecnologia de chassis atual, mas com foco em rever o sistema de propulsão.
A FIA estuda várias opções, incluindo motores de combustão interna sustentável, propulsão a hidrogénio e até mesmo sistemas elétricos. Contudo, a parte elétrica das regulamentações foi adiada por pelo menos mais um ano, indicando que a introdução de tecnologias eletrificadas será gradual.
A meta é garantir que o custo de um carro Rally1 em 2027 não ultrapasse os €400.000, tornando a categoria bem mais acessível para os fabricantes e com isso alargar muito a possibilidade de novas marcas.
No caso dos carros Rally2, a FIA está atenta à forma como a indústria automóvel está a mudar e pretende regulamentar tendo em conta esse facto, essa indefinição e por isso uma das soluções debatidas é a venda de componentes para incentivar a entrada de equipas privadas. Ou seja, manter o negócio das marcas, mas com muito mais peças ‘normalizadas’,
Está a ser considerada a introdução do mesmos chassis tubular dos Rally1 para os Rally2, com o objetivo de simplificar muito a construção e com isso reduzir os custos. Apesar dos desafios, a categoria Rally2 tem sido um sucesso, com mais de 1.000 unidades no mercado, um número expressivo que demonstra o potencial de crescimento se forem implementadas mudanças estratégicas.
A FIA também avalia o futuro de todas as categorias dos ralis, procurando formas de integrar carros Rally1 e Rally2 noutras competições, como o Campeonato Mundial de Rallycross. Há discussões sobre o uso de veículos das classes Rally4 e Rally5 em novos formatos de competição, incluindo a criação de categorias como o Touring Car Lite e outras divisões de rallycross, o que poderia expandir ainda mais o alcance e a popularidade desses modelos. A ideia é que os carros sirvam para ralis e rallycross, ou mesmo pistas, como é o caso dos muitos troféus de ralis existentes que também têm o mesmo modelo, ou um seu semelhante nas pistas.
No geral, a FIA tem como objetivo tornar o WRC mais atraente, acessível e sustentável, tanto para fabricantes quanto para equipas privadas, garantindo um muito melhor equilíbrio entre desempenho e custos. Com as mudanças propostas, a entidade espera consolidar o WRC como um campeonato de referência no automobilismo mundial, preservando a essência dos ralis e ao mesmo tempo, adotar inovações que suportem e definam a próxima geração de competições.











