‘Estórias’ do Rali de Portugal: Uma dinastia de sucesso


Na prova que marcou a 30ª Edição do Rali de Portugal, em 1997, Martin Holmes, colaborador do AutoSport desde sempre escrevia numa coluna por si assinada, um grande elogio a César Torres e à equipa que liderava. Nem imaginava que seria a última vez que poderia fazê-lo daquela forma, já que César Torres deixava-nos a Faleceu a 30 de Novembro desse ano. Nas suas palavras, o essencial das razões que levaram o Rali de Portugal a tornar-se na prova que ainda é: “Trinta anos de uma dinastia sem igual em qualquer outro rali do Mundial. Em lado algum existe esta situação de ser a mesma pessoa e há tanto tempo a decidir, planificar e depois executar no terreno a organização do rali, como acontece em Portugal com Alfredo César Torres.
Um facto tanto mais importante, quanto a prova portuguesa continua a ser uma das melhor organizadas do Mundial, sem pontos fracos e em alguns dos casos bem melhor do que a grande maioria dos eventos. Um tributo que deve ser prestado a César Torres. Não sei por quanto tempo continuará à frente da prova, mas mais ninguém esteve tanto tempo na posição que ele ocupa. Contudo, talvez esteja nesta dinastia uma das razões do sucesso desta prova. Há coisas no TAP-Rali de Portugal que são simplesmente fantásticas e quem me dera poder trazer outros organizadores para as verem in-loco e aprenderem. Talvez o mais importante seja o trabalho das forças da ordem. O sistema de controlo do trânsito não tem igual, ou quase. Pode dizer-se que esta edição do rali teria sido perfeita, caso não tivesse existido a super especial da Figueira da Foz. O que se passou na Figueira da Foz foi quase como um flashback do pesadelo vivido em 1985 e 1986, em Sintra.”