‘Estórias’ do Rali de Portugal: Carlos Sainz, nervoso e emocionado na estreia


Há 33 anos, no Estoril, um ‘tal’ Carlos Sainz, então com 24 anos, estreava-se no Campeonato do Mundo de Ralis. Começava aí, quem imaginaria, uma história de enorme sucesso. “Estava muito nervoso e ao mesmo tempo emocionado emocionado por me encontrar junto dos pilotos do Mundial. Sempre admirei Rohrl, Blomqvist e Alen, que eram os meus ídolos.
Desde miúdo que acompanhava as suas carreiras, vendo vídeos e fotos.
Para mim, chegar ao Campeonato do Mundo foi uma sensação muito especial.”, recorda o piloto espanhol, que ao volante do Ford Sierra Cosworth foi primeiro líder do Rali de Portugal Vinho do Porto 87. “Vinha com uma equipa privada, que era Ford Espanha, com o apoio técnico de Mike Little.A primeira classificativa decorreu no Circuito do Estoril. onde obtive o melhor tempo. Claro que fiquei satisfeito, mas ainda mais quando consegui novo ‘scratch’ no troço do Préstimo, e era segundo ou terceiro da classificação geral quando fui obrigado a retirar-me, devido a um problema do turbo. Claro que estava contentíssimo, mas o rali para mim durou muito pouco, pois fiz apenas cinco ou seis troços”
Decorridos dois anos, chegava o momento do grande ‘salto’, embalando definitivamente para uma carreira de sucesso ao mais alto nível. “Fiz seis ou sete ralis com a Toyota, foi uma época muito importante. Primeiro, a Ford deu-me a oportunidade de fazer cinco provas do Mundial com o Sierra de duas rodas motrizes, mas o ano da explosão aconteceu em 1989, quando ingressei na Toyota” E quando lhe é colocada a questão se alguma vez, no início, imaginaria que era capaz de chegar tão longe. Saínz ‘acelera’: “Sempre tive confiança e muita força de vontade para vencer. Passei por todos os escalões, fui ganhando provas e adquirindo experiência. Claro que depois de me sagrar campeão de Espanha, o passo seguinte era saltar para o Mundial, com o objetivo de vencer um rali e depois sagrar-me campeão. Queria sempre mais…” Tive anos bons e maus, como sucede a qualquer piloto, daí que não ‘queira destacar nenhum em especial, explicando, a propósito: «Sempre que tive um carro competitivo lutei por vencer o campeonato e isso para mim é o mais importante e está acima de qualquer outra coisa. Pessoalmente, também era muito importante ser um piloto completo, capaz de vencer em todos os tipos de terreno, como na neve ou no gelo de Monte Carlo, no asfalto da Córsega, nas ‘picadas’ do Safari ou nas velozes classificativas da Finlândia. Só me faltou ganhar na Suécia”.
Em baixo, um pequeno documento dos dois primeiros troços do Rali de Portugal de 1987, Estoril e Montejunto, com a super especial do autódromo a marcar aquela que foi a primeira vez que o espanhol, que foi recentemente nomeado como o Melhor Piloto de Sempre no WRC, a liderar pela primeira vez uma prova do Mundial de Ralis.