Sébastien Ogier deu uma interessante entrevista a um compatriota do L’ Équipe, em que voltou a bater na tecla dos meios que estão disponíveis na M-Sport em comparação com as restantes equipas do WRC. Apesar do andamento dos carros nos troços ser muito similar – e curiosamente é a equipa semi oficial que lidera os dois campeonatos ao cabo de seis provas – há um conjunto de pequenas coisas que durante um rali ou uma época fazem a diferença, e o esforço que Malcolm Wilson fez para ter Ogier na equipa está a fazer com que ela própria tenha de elevar o nível para dar ao Campeão do Mundo o que ele precisa para ganhar. Mas tudo isto tem limites e vai haver momentos em que vai ser preciso dinheiro para desenvolver o carro e este vai ficar como estava. De acordo com o que pudemos apurar, o completamente novo Ford Fiesta WRC que Ogier teve nesta prova, foi visto e revisto ao mais ínfimo detalhe de modo a que o francês estivesse o mais à vontade possível com o carro. O resultado foi visível, mas Ogier não esconde a ninguém que a sua decisão de permanecer na M-Sport depende desta ter as mesmas condições que têm a Hyundai, Citroën e Toyota, ou seja, apoio oficial direto. Portanto, a questão é clara, ou a Ford se chega à frente ou Ogier vai para outro lado. Ou para, como pensou fazer no final de 2016. Nessa entrevista, Ogier admitiu: “Será que não serei feliz a fazer outra coisa qualquer?”. Mas isso foi antes do Rali de Portugal. Agora, talvez a vontade de se ir embora já lhe tenha passado…









