Teemu Suninen tem nas suas mãos uma fabulosa oportunidade de fazer carreira nos ralis, já que alguém na Toyota gostou do que viu no ano passado no Rali da Finlândia e decidiu apostar neste jovem de 21 anos. Recrutado para o programa de desenvolvimento da Toyota, é um dos quatro pilotos que atualmente testam o novo Yaris WRC, que se deverá estrear no WRC em 2017. Até lá o jovem finlandês tem que provar que merece ser um dos escolhidos para o line-up da marca nipónica e para isso tem dois anos de intensa preparação pela frente.
Presente no Rali de Portugal, Suninen admite que aprender e evoluir são as palavras de ordem para o seu futuro próximo, depois de ter vencido a prova do WRC3 no Rali da Finlânida de 2014, estando neste momento a competir também com um Skoda Fabia S2000 na Finlândia e em Itália. No WRC3 utiliza um Citroën DS3 R3T Max preparado pela Oreca, a mesma equipa que assiste o Ford Fiesta R5 do outro recruta da Toyota, o francês Eric Camilli.
Ao seu lado Suninen tem Mikko Markkula, experiente navegador que nos últimos tempos navegou Andreas Mikkelsen ou Juho Hanninen, entre outros. Neste Rali de Portugal, a dupla finlandesa não teve muita sorte já que depois de ter abandonado no final da PEC3 com um problema mecânico, hoje de manhã, logo a abrir, Suninen… capotou. “O piso estava escorregadio, travei cedo demais, o carro escorregou de traseira e quando acelerei para o tirar de lá, batemos do outro lado numa raiz duma árvore e capotámos”, começou por dizer o jovem finlandês.
“Começei no karting aos seis anos, mais tarde subi para o ralicross, depois o campeonato finlandês de ralis, e este é o meu terceiro ano nos ralis”, referiu antes de explicar como a Toyota o descobriu: “Penso que viram a minha velocidade no passado Rali da Finlândia onde fiz uma grande prova. Convidaram-me para testar o Yaris WRC em Itália, e pelos vistos ficaram contentes com o meu nível. Eles estão a ajudar-me nesta fase da minha carreira e a ideia é passar para o WRC2 no próximo ano. Os testes com o Yaris têm sido bons, estou contente com o carro mas a verdade é que ainda não tenho grande experiência de WRC. Ainda só fiz mais ou menos 300 Km, em terra e asfalto, em vários países. Basicamente, há quatro pilotos de testes e eu sou um deles. Todos estão a desenvolver o carro e eu estou ainda a habituar-me à velocidade destes carros pois a Toyota pediu-me para disputar ralis do WRC e evoluir. Para o ano, se tudo correr bem passo para o WRC2, ainda não sei com que carro. Um que me permita terminar todos os ralis. Para 2017 espero ser um dos pilotos escolhidos pela Toyota para o WRC, mas tudo dependerá dos meus resultados e da minha evolução. Para já esta é uma bela oportunidade para mim, só tenho que a agarrar”, concluiu.







