Carlos Barros, ex-diretor desportivo e técnico da Peugeot Sport Portugal, acompanha a prova de Bruno Magalhães no Rali de Portugal e a sua experiente visão e experiência explica na perfeição a razão pela qual Sébastien Ogier lidera a prova portuguesa: “A forma como ele guia poupa imenso os pneus, e comparar o desgaste dos pneus do seu Polo, por exemplo aos dos seus colegas de equipa, Latvala e Mikkelsen é abismal e isso faz toda a diferença”.
De facto, uma rápida observação dos pneumáticos do carro de Ogier e de Latvala, no final da ronda da manhã permite perceber que os pneus do Polo do finlandês apresentam um nível de desgaste superior, o que significa que Ogier tem sempre uma margem para atacar um pouco mais, sabendo que os seus pneus ainda têm uma margem para ser ‘utilizada’. Quem viu no início da etapa de ontem, em Mú, o francês ganhar tempo aos adversários mesmo utilizando pneus menos adequados (no caso macios) foi sintomática. E isso faz toda a diferença, mesmo numa prova em que Ogier ainda não está completamente refeito da gripe que apanhou no México, não tem o carro completamente a seu gosto. E mesmo assim está na frente. E quando tudo estiver perfeito?











