A notícia de que os Super 2000 vão ter obrigatoriamente de pesar mais 50 quilogramas (1350 kg) a partir de 1 de Janeiro de 2008, não deixou ser discutida na “arena” do rali pelos principais intervenientes do campeonato. Numa medida que tem como principal objectivo fomentar o equilibrio entre os S2000 e os carros de Produção, as opiniões dividem-se, naturalmente de acordo com os interesses de cada um. Por exemplo, Carlos Barros, director da Peugeot Total, afirma que «o peso extra nunca é bem-vindo.
Já tinhamos 20 quilos acima do peso mínimo pois a Peugeot Sport não conseguia retirar esse valor e agora vamos ser ainda mais penalizados. Para além de isso influenciar o equilibrio do carro que foi feito a pensar num determinado peso, também irá prejudicar as suas prestações pois e dificil compensar isso com mais potência». Opinião não muito diferente tem Nuno Lopes, director da formação da Fiat Vodafone Team para quem o Punto S2000 tinha também já 30 quilos acima do mínimo autorizado: «para acentuar a competitividade era preferivel que não se tivesse mexido nos pesos pois, do ponto de vista desportivo, não considero que seja um aditivo para incentivar uma classe que tem mais a ver com aquilo que é o automóvel europeu comum».
Peres constestatário
Contrariamente, para Fernando Peres, a questão principal é, desde logo, outra já que, no seu ponto de vista, «os S2000 e os Grupo N nem sequer devem correr no mesmo grupo. Depois, antes do peso, deveriam era controlar as rotações que deveriam ser realmente limitadas porque se os Grupo N tem os restritores do turbo selados, os S2000 também deveriam ter as rotações do motor controladas electronicamente por quem fiscaliza». De resto, para o piloto portuense, «era bom que, de uma vez por todas, chegassem à conclusão que os carros do futuro são os Grupo N e não S2000 que vão, tal como os S1600, entrar numa escalada de custos incontrolável».







