Roope Korhonen foi o mais rápido na 14ª especial do rali, ao volante do seu Toyota GR Yaris Rally2. Com este resultado no arranque da tarde, o piloto finlandês dilatou a sua vantagem na liderança da prova para 10,6 segundos sobre o letão Mārtiņš Sesks.
Sesks terminou o troço com a marca de 5:49.5, cedendo 2,4 segundos para o adversário direto. Apesar do tempo perdido, manteve o otimismo para a reta final da competição: “Está tudo bem. Ainda faltam três especiais”.
Korhonen, por sua vez, fez um balanço positivo do seu desempenho: “Fiz uma passagem bastante boa e limpa. Talvez pequenos erros, mas sim, estou satisfeito com a passagem”.
Posições cimeiras na especial e na classificação geral
O espanhol Jan Solans alcançou o segundo melhor tempo no troço (5:54.0), batendo Simone Tempestini (5:55.4) por 1,4 segundos e ocupa o terceiro posto absoluto, seguido por Tempestini na quarta posição. Solans referiu estar a desfrutar do carro, embora tenha notado que o piso se encontrava “mais esburacado e irregular do que na primeira passagem”.
O francês Pablo Sarrazin rubricou a terceira marca na especial (5:55.0) e consolidou o segundo lugar da classificação geral visível na tabela, encontrando-se a 49,2 segundos do líder Korhonen.
Com ligeiros danos na secção frontal da viatura, Sarrazin assumiu uma postura conservadora: “Precisamos de terminar com um bom ritmo. Portanto, é uma especial limpa de certeza. Posso fazer muito melhor, mas não é esse o objetivo.
O objetivo é apenas estar no final do rali”.
Luta pelo 2º lugar no CPR ao rubro
Armindo Araújo destacou-se como o melhor português na especial, estabelecendo o quinto tempo absoluto (5:56.0). Este andamento permitiu a Araújo reduzir para apenas 4,1 segundos a desvantagem para o francês Arthur Pelamourgues na luta pelo quinto lugar da geral. Pelamourgues não foi além da décima marca no troço (5:59.8). “A especial correu-nos muito bem. Sem erros, boa velocidade e muito feliz”, afirmou Araújo, que segue isolado no sexto lugar da classificação absoluta, tendo também dilatado a margem para os seus adversários no CPR, colocando-a agora em 19.4s..
Mais atrás, o duelo entre os restantes pilotos portugueses intensificou-se. Pedro Almeida, após resolver os problemas na caixa de velocidades no parque de assistência, assinou o sétimo tempo do troço (5:58.3). Este registo permitiu-lhe recuperar tempo a Rúben Rodrigues, que não foi além do 12.º tempo (6:00.2).
Na classificação geral, Rodrigues manteve a oitava posição, mas tem agora Almeida no nono posto, a escassos 1,2 segundos de diferença. Almeida explicou as condições exigentes que enfrentou no regresso à estrada: “Sim, [a caixa de velocidades] está boa agora. Estou a tentar encontrar o ritmo certo, mas é muito difícil. O carro salta muito. Não esperava que fosse tão duro como é”.
Estes 1.2s são muito importantes, porque a três troços do final do rali, está tudo em aberto na luta pela melhor posição. Pedro Almeida tudo fará para tentar passar Rúben Rodrigues, e este, claro, manter a posição.
A grande diferença é que para o piloto da Toyota, é muito importante ganhar a posição, para o açoriano, trata-se apenas de menos três pontos que, dando jeito, perdê-lo não é dramáticco. Mas nesta altura está na frente do homem da Toyota.








