Roope Korhonen ascendeu ao primeiro lugar da classificação geral do rali na famosa especial da Lameirinha. Mārtiņš Sesks, que até então liderava a prova, sofreu um problema num amortecedor e cedeu 12,8 segundos para o seu adversário na classificação do troço, perdendo o comando da competição por uma margem de 8,2 segundos.
Korhonen venceu a última especial da secção matinal com o tempo de 6:53.4, superando Sesks (7:06.2), que registou uma quebra de rendimento e terminou o troço apenas na sétima posição. Apesar do triunfo na classificativa, o novo líder desvalorizou as suas preferências pessoais face à exigência do traçado: “Esta não é a minha especial favorita, mas claro que é verdadeiramente lendária, e toda a gente sabe disso. Por isso, sim, tento fazer uma boa passagem, mas sim, vamos ver”. Pouco depois passou a saber que Sesks estava a perder tempo nos parciais e que a continuar assim, seria o novo líder. Finalmente, vimos o simpático finlandês esboçar um sorriso. Não é defeito, é mesmo feitio, pois quem já falou com Roope Korhonen sabe que não tem nada de antipático, mas tem muito de grande piloto.
Por sua vez, Sesks mostrou-se aliviado por poder chegar ao parque de assistência após os danos na viatura: “Temos muita sorte em estar aqui e chegar à assistência. Mas ainda temos de ir para lá”. Com o carro reparado, a luta de tarde será intensa. Não vai ser fácil, mas tanto Korhonen quanto Sesks têm tudo para nos dar um fantástico espetáculo esta tarde.
Na classificação geral, o francês Pablo Sarrazin mantém o terceiro lugar, a 41,3 segundos de Korhonen. Sarrazin concluiu a especial em 7:01.9, lidando com anomalias mecânicas. “Falta-nos claramente tração e aderência também com o carro, e temos um pequeno problema com a minha direção, é muito difícil ser preciso. Mas está tudo bem. Temos uma grande margem para o Solans, por isso só precisamos de terminar agora”, explicou o piloto francês.
Jan Solans consolidou o quarto posto da geral (a 1:35.9 do líder) ao ser o segundo mais rápido no troço (7:00.1), imediatamente à frente de Simone Tempestini (7:00.5), que efetuou um salto exemplar com o seu Skoda.
Prestação dos pilotos portugueses
Entre os portugueses, Armindo Araújo destacou-se na especial com a marca de 7:04.6, ocupando o sétimo posto da classificação geral. Araújo sofreu um furo perto do asfalto, terminando com o pneu dianteiro direito fora da jante, mas minimizou o impacto do incidente: “Perto do asfalto, furámos. Tentámos sobreviver e não perder muito tempo, mas tudo bem. O tempo não é assim tão mau. A sensação com o carro é muito boa. Por isso estou bastante contente com o dia”.
Rúben Rodrigues, com um tempo de 7:05.5 na especial, aproveitou para subir ao nono lugar da geral, ultrapassando Pedro Almeida no CPR.
O andamento de Almeida voltou a ser severamente condicionado por falhas na caixa de velocidades do seu Toyota, forçando o piloto a gerir o ritmo (7:10.6) e a cair para a décima posição absoluta, a 3:10.7 do topo da tabela.
Confiante na equipa de assistência para substituir o componente avariado, Almeida assegurou: “Tenho a certeza de que o farão [mudar a caixa de velocidades]. Vamos apenas colocá-la e dar o nosso melhor à tarde”.
Este é um momento importante no CPR, pois Pedro Almeida caiu para o terceiro lugar atrás de Rúben Rodrigues. Estão separados por 3.1s, não é nada face aos troços que faltam, mas a 18.3s da frente, as contas complicam-se aidna mais para Pedro Almeida, que precisa de ficar à frente do líder do campeonato, mas também era muito importante vencer no CPR o que neste momento se tornou bem mais difícil.
A especial, caracterizada pela presença de nuvens baixas, proporcionou espetáculo nos habituais saltos da Lameirinha, com destaque para Nicolas Otto e Adam Grahn. Otto (7:11.6) recuperou de uma manhã acidentada e referiu que a caixa de velocidades melhorou, enquanto Grahn (7:10.2) concretizou o sonho de infância de conduzir num local que via na televisão. Mais acima na tabela, o polaco Miko Marczyk conservou o oitavo lugar da geral, apesar de relatar dificuldades em manter a consistência de velocidade devido às variações de aderência da estrada.
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