Uma das coisas que Carlos Barbosa, Presidente do ACP e – recorde-se – Presidente da Comissão do WRC, revelou na apresentação da localização do Rali de Portugal de 2015, foi que a Europa irá ter a breve trecho apenas seis ralis no calendário do WRC. Esta é uma das razões pela qual o ACP decidiu levar o rali para norte, porque só aí a prova pode mostrar imagens ao mundo como o que sucede no WRC Fafe Rali Sprint, e que encantaram o mundo dos ralis.
Uma olhada rápida para o calendário do WRC, o deste ano, por exemplo, percebemos que há dez ralis na Europa, um na América do Norte, ou na América do Sul e o outro é na Oceania. Nos próximos anos estão na calha para entrar no Mundial provas como o Brasil e a China, e a médio prazo, talvez depois do Mundial de Futebol de 2018, a Rússia. Chegou a falar-se na África do Sul, mas depressa se percebeu que muito teriam de mudar para ter uma prova que pudesse entrar no WRC.
Por isso, há que fazer um exercício e tentar perceber das atuais dez provas europeias, quais as que têm lugar garantido, se é que isso existe, e as que podem ser trocadas por provas fora do ‘velho’ continente. O Rali de Monte Carlo e da Finlândia são pouco menos que ‘imbatíveis’, os ralis da Alemanha, França Grã-Bretanha pertencem a países com mercados muito fortes, a Suécia tem tido alguns problemas em assegurar financiamento, mas é o único rali de neve do campeonato, Portugal e Espanha têm ralis muito fortes, especialmente o português, e se a qualidade organizativa pesasse ‘tudo’ na decisão quando chegar a altura de mexer no calendário, Portugal estava completamente garantido, mas por isso termos uma prova “à prova de bala” e com um grau de emoção semelhante ao que se vive no Fafe Rali Sprint, é cada vez mais importante.
Depois surgem os ralis de Itália e Polónia, previsivelmente os primeiros a poder ficar de fora caso seja necessário. Este é somente um ‘exercício’, pois nos corredores do poder nem sempre as decisões são as mais previsíveis.








