A Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal vai apostar em Pedro Almeida e António Costa como uma das suas formações de referência no Campeonato de Portugal de Ralis em 2026, reforçando a orientação estratégica de valorização do talento nacional. A dupla assume um dos GR Yaris Rally2 oficiais, integrada num programa que passa a contar com duas equipas nos ralis e que substitui a anterior aposta em pilotos estrangeiros experientes por um alinhamento totalmente português.
Aos 28 anos, Pedro Almeida é considerado pela estrutura da Toyota o piloto mais “avançado” no seu processo de crescimento desportivo. Iniciou-se de forma mais consistente em 2016, ao volante de um Renault Twingo no Regional Norte, passando depois por um Clio R3 Maxi, antes de subir aos R5 em 2018 com um Ford Fiesta na ARC Sport, período em que começou a integrar regularmente o top cinco/seis do CPR. Em 2019 trocou para um Skoda, mantendo nível competitivo semelhante.
Entre 2020 e 2021 recuou para um Peugeot 208 Rally4 e ralis internacionais num projeto de criação de bases que não produziu os resultados esperados, mas o regresso aos Rally2 em 2022 permitiu-lhe aproximar-se definitivamente dos lugares da frente, ainda que a crescente presença de pilotos estrangeiros tenha mascarado parte desse progresso na classificação absoluta. Em 2024 chegaram os primeiros pódios no CPR e, em 2025, a primeira vitória absoluta, no Rali de Portugal.
Ambição declarada de lutar por vitórias
Um episódio polémico em Castelo Branco, relacionado com combustíveis, levou a um período de reflexão e alguma desilusão de Pedro Almeida com o rumo da modalidade. A entrada no projeto Toyota surge agora como ponto de viragem, devolvendo motivação ao piloto e confiança à marca.
Almeida admite ainda não ter testado o GR Yaris Rally2, mas sublinha tratar-se de “um carro competitivo, campeão do mundo da categoria” e mostra-se convicto de que a equipa “vai conseguir fazer um bom trabalho”. O piloto define uma meta clara: “vimos para ganhar”, garantindo que a dupla com António Costa está preparada para “fazer todo o trabalho necessário” para lutar por resultados de topo e corresponder à ambição da Toyota no CPR em 2026.











