Sébastien Ogier somou o seu segundo triunfo consecutivo ao volante do VW Polo R, voltando a confirmar, no Rally Guanajuato Mexico, que no ano de estreia a VW não veio apenas para ‘passear’ ou ganhar ralis, veio também para fazer cerco aos títulos de Pilotos e Construtores.
Depois da Suécia, o piloto francês aproveitou da melhor forma a ausência do seu arqui-rival Sébastien Loeb para dominar a seu bel prazer o rali mexicano e terminar com uns expressivos 3m28,9s de vantagem sobre Mikko Hirvonen.
Ao vencer a Power Stage, Ogier somou mais três pontos à contabilidade da vitória, passando a estar completamente isolado na liderança do campeonato (com 31 pontos de vantagem sobre Loeb – que é uma carta fora do baralho – e 44 sobre Hirvonen!), o que faz dele um seríssimo candidato à conquista do seu primeiro título de Pilotos absoluto no WRC.
Ogier dominou a prova mexicana praticamente desde o início e ainda recebeu durante os dois primeiros dias a oposição de Mads Ostberg, mas após um problema eléctrico no Ford Fiesta ter feito o piloto da M-Sport abandonar o terceiro dia de prova, o francês não teve qualquer dificuldade em assegurar a sua nona vitória no WRC.
Nestas circunstâncias, o ritmo de Hirvonen, que também estava no encalço de Ostberg antes deste sofreu o contratempo, foi mais para assegurar o segundo lugar e somar os pontos que lhe tinham escapado na Suécia do que propriamente para tentar ameaçar o piloto da VW.
O terceiro lugar ocupado por Thierry Neuville é que foi uma surpresa. O primeiro pódio do belga no WRC revelou que o piloto da equipa Qatar WRT começa a conseguir consiliar a rapidez com a maturidade e não fosse um pequeno erro e um furo de Hirvonen, a dada altura, Neuville teria mesmo surpreendido o segundo lugar do finlandês da Citroën.
Já a prestação de Dani Sordo soube a pouco pois o facto de nem sempre ter acertado com as afinações do DS3 foi suficiente para justificar o ‘magro’ quarto lugar para quem tinha responsabilidades de tentar lutar pela vitória, na oportunidade que teve de ser piloto da equipa ‘A’ da Citroën. Ainda assim, o espanhol levou de vencido Nasser Al-Attiyah que cedo se fixou atrás de si, mas que daí já não conseguiu sair, conquistando, contudo, um muito positivo quinto lugar.
De trás para a frente, Chris Atkinson terminou na sexta posição, mostrando que não fosse os problemas sentidos com o pó no habitáculo no início do rali podia ter ombreado com Sordo na hierarquia da Citroën.
Positivas também foram as provas de Ken Block e de Benito Guerra. Se o norte-americano não conseguiu, no último dia, resistir a Atkinson, segurou o sétimo posto numa das três deslocações ao WRC que deverá efetuar este ano. Quanto a Campeão do PWRC, a sua estreia ao volante de um World Rally Car não merece qualquer reparo pois o piloto conseguiu tirar partido do factor ‘casa’, mas também mostrar que está preparado para voos mais altos ou seja, para passar para a família dos WRCs.
Entre as maiores desilusões da prova o destaque vai para Evgeniy Novikov e Jari-Matti Latvala. Em boa verdade, nem o piloto da Qatar M-Sport Team, nem o da Volkswagen Motorsport tiveram verdadeira culpa do seu atraso – o russo devido a um problema elétrico logo na primeira especial do rali e o finlandês depois de ter partido um braço de suspensão quando pisou uma pedra – , mas acabaram por atrasar-se bastante na contabilidade do Mundial de Pilotos. Se Novikov ainda somou um ponto, Latvala ficou ‘em branco’, ainda que tenha aproveitado para somar muitos quilómetros de testes no Polo, no México, onde dificilmente a marca alemã poderá voltar a treinar com as condições ideais.
Classificação
1º S. Ogier (VW Polo R WRC) 4h30m27,0s
2º M. Hirvonen (Citroën DS3 WRC) a 3m28,9s
3º T. Neuville (Ford Fiesta WRC) a 4m23,8s
4º D. Sordo (Citroën DS3 WRC) a 6m06,7s
5º N. Al-Attiyah (Ford Fiesta WRC) a 8m34,5s
6º C. Atkinson (Citroën DS3 WRC) a 11m28,0s
7º K. Block (Ford Fiesta WRC) a 11m48,3s
8º B. Guerra (Citroën DS3 WRC) a 12m49,8s
9º M. Prokop (Ford Fiesta WRC) a 14m29,0s
10º E. Novikov (Ford Fiesta WRC) a 17m15,3s









