A estrutura dos ralis em Portugal tem mudado significativamente ao longo dos anos, na mesma medida em que cada federação em exercício tenta tomar medidas que julga serem as melhores para a disciplina.
Olhando para a última década as diferenças são sensíveis. Para lá das competições de topo, que permanecem imutáveis há muito, o CPR, CPR 2WD, Campeonatos de Ralis dos Açores, Madeira, Clássicos, os Regionais Norte, Centro e Sul duraram até 2021, com uma alteração de nomenclatura em 2015 quando se chamaram FPAK Norte, Centro e Sul.
As competições englobavam 4X4, carros de tração total e duas rodas motrizes, 2WD, mas em 2022 a FPAK decidiu criar o Campeonato Promo de Ralis (e a subdivisão Promo 2RM), mas criou também competições específicas para os duas rodas motrizes, o Start Norte, Centro e Sul.
Supostamente, os Promo seriam uma espécie de sub-divisão do Campeonato de Portugal de Ralis e os ‘Start’ os ‘verdadeiros’ regionais.
Houve muita contestação, foram mais os descontentes do que o contrário, o que levou a FPAK a sentar-se à mesa e a conversar com pilotos e organizadores.
Os principais pilotos ficaram desagradados com algumas das regras do novo campeonato e por isso boicotaram as provas do CPR e do Promo: o Rali Terras d’Aboboreira, Rali de Castelo Branco, Rali Da Água-Cim Alto Tâmega e Rallye Vidreiro Centro de Portugal Marinha Grande. Quatro provas. A razão principal era serem muito mais caras.
Este ano, depois das 10 provas de 2022, o Campeonato Promo de Ralis passa a ter oito eventos, cinco dos quais concomitantes com o campeonato principal, o CPR.
E a FPAK foi mais longe: sub dividiu o Campeonato Promo de Ralis ainda em Norte, Centro e Sul, pelo que os concorrentes podem lutar por quatro competições diferentes. E manteve os Start Norte, Centro e Sul.
Só mesmo a realidade dos números confirmará se as medidas foram acertadas, se bem que foram feitos também ajustes nas regras que visam resolver algumas das questões que estiveram no cerne das críticas dos pilotos.
Voltando ao organigrama dos ralis em Portugal, os Promo e Start são a única modificação significativa, embora este seja apenas o segundo ano de existência.
De resto, a Peugeot Rally Cup Ibérica vai para a sua sexta temporada, depois de ter nascido em 2018, a Toyota Gazoo Iberian Cup e o FPAK Júnior Team para o seu segundo ano de existência.
Os campeonatos das ilhas continuam com pujança, grandes pilotos e carros, apesar do aparecimento do FPAK Júnior Team, o Campeonato Portugal Júnior tem sido pouco concorrido e isso é um péssimo sinal, os GT, apesar de haver um bom número de carros em Portugal como ficou provado, por exemplo no Rali de Lisboa, o campeonato é inexistente em termos de concorrentes, os Clássicos estão longe do que era o passado, devido ao parco número e à grande discrepância de andamentos.
Vamos ver como decorre o ano, a conjuntura internacional e nacional não é a melhor, mas também já existiram problemas maiores e as coisas foram rolando. Esperemos que continuem a rolar…
O Campeonato Promo de Ralis arranca para a semana com o Rali Vieira do Minho, e com ele começa também o Promo Norte, Start Norte, Campeonato de Portugal de Clássicos e Júnior.












