Este último Rali da Suécia trouxe ao mundo dos ralis uma situação que quando sucedeu em muitas outras ocasiões foi resolvida pelos chefes de equipa da maneira que menos agrada aos adeptos. Ordens de equipa!
Mas nesta prova sueca, ficou para outras núpcias o completo esclarecimento da questão. Logo no arranque da prova, quando se tornou evidente que Andreas Mikkelsen não tinha ganho a primeira Superespecial do rali por acaso, os alarmes soaram dentro da equipa VW. Mesmo com ‘luz verde’ para andar o que sabia, o norueguês tinha, antes do rali, as suas funções bem definidas.
Passavam por roubar o maior número de pontos a todos os pilotos não-VW e não em atrapalhar os seus colegas de equipa, Sébastien Ogier e Jari-Matti Latvala, cuja prioridade era colecionar o maior número de pontos para a equipa Volkswagen Motorsport I e discutir, quiçá, a vitória entre si. Pois, se Mikkelsen foi um problema na cabeça de muita gente quando ‘encostou à parede’ Ogier e o obrigou a cometer o erro que o privou de uma possível vitória, não o foi para Jost Capito que parecia adivinhar que não seria preciso impor ordem na casa alemã para salvaguardar os pontos do campeonato de Construtores. Mesmo quando, no final do Dia 3, Mikkelsen terminou colado, a somente 3,6s de Latvala, Capito nunca deixou transparecer para o exterior as suas preocupações, fazendo mesmo questão de dizer que “não houve ordens de equipa. Latvala e Mikkelsen foram livres para lutarem pela vitória. Ambos guiaram de forma sensata e rápida”. A questão é se não as teria havido se Mikkelsen não tivesse cometido o erro na primeira especial do último dia? Isso, só Capito (que parece ser partidário da linha mais liberal defendida por Olivier Quesnel quando estava na Citroën) poderá responder.









