Miguel Caires e Jorge Henriques, no Skoda Fabia RS Rally2, têm vindo a fazer um Campeonato da Madeira em crescendo de rendimento, eram à partida do Rali da Madeira, terceiros da competição com menos um ponto do que João Silva, mas o Rali da Madeira não lhes correu bem, muito devido a um conjunto de azares que os foi atirando para trás, terminando apenas em quarto entre os madeirenses.
O Rali da Madeira de 2025 revelou-se um amargo de boca para Miguel e Jorge Carvalho, que viram a sua prova marcada por uma série de contratempos e um “desânimo” crescente. Aquilo que prometia ser mais uma etapa de afirmação com o Skoda Fabia Rally2 evo transformou-se num teste à resiliência, com problemas técnicos e um furo inoportuno a ditar um resultado aquém das expectativas.
Desde o início da prova, na quinta-feira, a dupla sentiu dificuldades inéditas no comportamento do carro, que habitualmente se mostra “excelente”. A sexta-feira foi palco de problemas no acelerador e de um pião, assumido como “responsabilidade minha”, por Miguel. O dia de 6ª feira foi dominado por falhas na caixa de velocidades, que, apesar de parcialmente resolvidas ao final da tarde, voltaram a manifestar-se no sábado.
A esperança de um novo ritmo no derradeiro dia foi, contudo, rapidamente desfeita. “Furou-se-nos um pneu em plena descida da Encumeada, numa das curvas mais rápidas do troço”, relatou Miguel Caires, referindo-se à terceira e última especial da primeira secção do sábado. Este incidente, que o piloto descreve como de “imensa sorte” por não ter tido consequências mais graves, minou a motivação.
Apesar do forte impacto na moral, a equipa adotou uma postura de “aprendizagem” e de experimentação de “novas soluções” no carro. Contudo, a frustração é evidente. “Já não foi fácil”, concluiu Miguel Caires, que, apesar do revés, mantém a esperança em dias melhores: “Esperamos que sim.”












