Aos 23 anos, Marco Cid teve a sua primeira experiência nos famosos troços da região de Fafe, completando a sua primeira prova de terra no Campeonato Nacional de Ralis. Ao volante do Renault Clio S1600, o jovem leiriense foi segundo no novo grupo RC3, atrás do Citroën DS3 R3T de Paulo Neto.
Apesar de ser navegado pelo experiente Nuno Rodrigues da Silva, Marco Cid é um dos mais jovens pilotos dos ralis nacionais e nunca tinha disputado o Rali Serras de Fafe, a primeira prova do CNR. Integrado na Fibromade Racing Team, o piloto de Leiria cumpriu o objetivo de terminar um rali duríssimo e acumular quilómetros ao volante do Clio S1600 em pisos de terra. Uma transmissão partida logo na segunda especial acabou por influenciar o resultado final de Marco Cid, que foi segundo no grupo RC3 e obteve o 12º lugar da classificação geral. “Para começar, posso dizer que adorei estes troços, são fantásticos e sendo a minha primeira vez no Rali de Fafe, teve ainda mais impacto”, começou por afirmar. “Quando estava a conhecer o comportamento do carro e a aderência na terra, tive a infelicidade de partir uma transmissão e perder muito tempo na PE2. Ao longo do dia ia aperfeiçoando as notas do meu navegador e pude comprovar que, de facto, terei algo a dizer no futuro entre os duas rodas motrizes. Nos últimos dois troços fiz tempos perto dos melhores e isso deixou-me contente pois tenho muito menos experiência do que os outros pilotos”, referiu Marco Cid.
O jovem piloto também descreveu as sensações de pilotagem do Clio S1600 ex-João Barros (que venceu o CPR2 em 2013) e a envolvência muito própria dos ralis em Fafe: “Adorei andar na terra com o Clio. É espectacular. Arrisco a dizer que todos os ralis deviam ser assim, em terra, como antigamente. Apesar de eu não ser desse tempo, acredito que é na terra que está a essência deste desporto. O Clio comporta-se muito bem, a mecânica no geral está bem desenvolvida apesar de ser um carro com alguns anos sem evoluções”, concluiu.











