“Estávamos cada vez mais rápidos e a adaptarmo-nos bem ao carro e às exigências da competição a este nível”, referiu João Silva no final. “Seria bom termos terminado mas bem mais importante foi perceber que a aposta na Academia foi o melhor passo na minha carreira, e espero muito sinceramente criar as condições para continuar neste projecto, ou regressar assim que for possível. O depósito de combustível abriu uma fenda por causa de calor vindo do cano de escape, devido a um isolamento que terá falhado, e nada podíamos fazer quanto à perda de gasolina. O que dependia de nós era fugir das pedras e andar rápido, e isso foi sendo conseguido e o ritmo estava a subir. O resto não dependia de nós e tivemos azar.”
“Hoje de manhã entramos menos bem, não me senti confortável com a suspensão na primeira especial, e acabei por errar e perder ainda mais tempo, mas logo a seguir conseguimos acertar melhor o carro, sendo que até neste ponto se demonstra a importância da academia pois as decisões técnicas são nossas exclusivamente, e nas duas especiais seguintes perdemos muito menos tempo para os nossos concorrentes directos, com um carro bem mais estável, o que me deixa muito satisfeito. O trabalho que eu e o Hugo fizemos antes do rali foi também muito importante, quer ao nível das notas, quer ao nível da confiança e concentração dentro do carro, o que também contribuiu de forma importante para que a equipa evoluísse conforme se viu aqui na Grécia.”
“Quero agradecer desde já a todos os que nos apoiaram, não desisto do meu sonho de continuar na WRC Academy, mas infelizmente hoje ainda não posso confirmar essa manutenção, mas não vou desistir de procurar os apoios necessários”, concluiu o piloto madeirense de 24 anos.








