A Hyundai Motorsport assegurou o terceiro e quarto lugares no Rali da Estónia, garantindo um resultado sólido que dissipa as dúvidas em relação à competitividade do i20 N Rally1 em pisos de terra rápida. O desempenho da equipa sul-coreana reforça o otimismo para o Rali da Finlândia e para a fase final da temporada do Campeonato Mundial de Ralis.
A superação das dúvidas técnicas em terra rápida
A mudança da base de testes da Finlândia para o sul de França tinha levantado incertezas quanto ao ritmo do carro em pisos mais suaves e velozes. No entanto, os pilotos Adrien Fourmaux e Thierry Neuville fixaram-se confortavelmente atrás do vencedor Sami Pajari e de Oliver Solberg, dominadores da prova.
O diretor desportivo da Hyundai, Andrew Wheatley, destacou a importância deste resultado: “Podemos estar felizes com um terceiro e quarto lugares sólidos. Existia uma pequena dúvida sobre se a velocidade mostrada na terra dura se manteria na suave. Conseguimos manter o mesmo ritmo do passado, o que é bastante positivo.”
Adrien Fourmaux e Thierry Neuville em preparação para a Finlândia
De regresso aos pódios pela primeira vez desde o Rali do Quénia, Adrien Fourmaux classificou o resultado como “excelente”, embora reconheça que ainda falta alguma margem para lutar pelo topo. Já o seu colega de equipa, Thierry Neuville, venceu apenas a 15ª especial (Otepää 2) após recuperar de um problema técnico sofrido na sexta-feira.
O piloto belga identificou, contudo, a necessidade de evoluir na entrada das passagens: “Em todas as primeiras passagens fomos um pouco lentos, mas nas segundas fomos super rápidos. Precisamos de trabalhar na afinação para melhorar isso.” Para solucionar a questão, Neuville participará este fim de semana no Rali de Tampere, na Finlândia.
Os desafios de Esapekka Lappi no terceiro carro
Apesar do balanço positivo geral, o finlandês Esapekka Lappi teve um fim de semana fortemente frustrante, terminando no oitavo lugar. Sem competir na Estónia desde 2023, o piloto – tal como Sébastien Ogier – sentiu dificuldades em traduzir as boas sensações do monolugar em tempos competitivos. A equipa trabalha agora para desbloquear o seu potencial no regresso a pisos que lhe são mais familiares, mas com um sexto lugar na Suécia, esperava-se bem mais na Estónia do que o oitavo posto.








