Umberto Scandola liderava o rali à entrada para a última classificativa, mas encontrou pregos propositadamente colocados na estrada, que causaram dois furos aos pneus do seu Skoda Fabia S2000, e a vitória na prova.
Posteriormente a federação italiana decidiu anular os resultados da última especial, e Scandola passou a ser o vencedor. A Peugeot Itália, que tinha herdado a vitória por intermédio de Paolo Andreucci, reagiu, alegando que compreende a decisão mas diz que foi aberto um precedente perigoso.
Não é a primeira vez, nem será a última, que alguém tenta utilizar meios ilícitos para alterar a verdade desportiva, pois infelizmente, existiu, existe, e sempre existirá quem prefira intervir na ordem natural das coisas em proveito próprio.
Sem ir mais longe, pois exemplos não faltam, basta recordar o Rali de Monte Carlo de 1979, quando antes da passagem pelo Turini, Bjorn Waldegard (Ford Escort) liderava a prova, mas “teve o azar” de encontrar muito mais neve na estrada do que o seu adversário francês, Bernard Darniche (Lancia Stratos HF), que acabou por vencer a prova com seis segundos de avanço. Este é um pequeno exemplo de como se altera a verdade desportiva e se muda o curso da história.










