Eduardo Santos é um dos muitos pilotos de ralis que alimentam a sua paixão nos regionais, onde tem corrido, nos últimos anos. Começou com um Subaru Impreza, que trocou o ano passado por um Mitsubishi Lancer Evo IX. Pretende regressar à estrada este ano e disse-nos o que pensava sobre o que são hoje em dia os regionais, sendo importante a visão de quem anda pela base da pirâmide dos ralis em Portugal: “quanto aos regulamentos desportivos e técnicos, e em relação aos carros da Categoria X5, que agora não irão cumprir a primeira classificativa dos ralis, assim a comunicação social não retira o destaque aos que realmente estão competir, quando um X5 é o mais rápido. Se um VSH não pode correr no CPR, nem sequer pontuar ou fazer a prova toda, o que sou contra, um X5, que são carros não elegíveis para estes campeonatos, não podem ficar com o destaque caso sejam os mais rápidos.
Um ponto positivo é a diminuição de pesos mínimos em algumas categorias, que eram elevados e diferentes entre a categoria Promoção e Grupo X, tornando-o mais equilibrado.
O principal ponto negativo é a redução de quilometragem máxima cronometrada, sendo que já eram poucos, estes ralis não permitem qualquer erro pois não existe margem para recuperar nada, e se as PEC tiverem muita quilometragem, em apenas 3 ou 4 PEC o rally está terminado.
Espero que também haja uma redução no valor da inscrição das provas. Em 2019, antes da pandemia, faziam-se alguns ralis por quase metade do valor de inscrição, e ao fim de umas provas, tudo somado ainda é um valor elevado, neste que é o patamar mais baixo dos ralis atualmente em Portugal. Por fim, demasiadas categorias e classes, como tem sido nos últimos tempos, o que devia ser também simplificado” começou por dizer Eduardo Santos, que critica os calendários: “O esquema dos calendários não fazem qualquer sentido. CNR e CCR com mais provas que o CPR, e CSR menos de metade dos outros campeonatos.
Contabilizarem apenas um determinado número de provas baseado nos melhores resultados, não faz sentido, todas as provas de um campeonato devem pontuar para o campeonato.
Acho também que deveriam ser metade terra, metade asfalto, e com um número de provas adequado a este tipo de campeonatos, e ainda mais numa época um pouco mais curta. Em julho o CCR tem três ralis, por exemplo!
São tantas provas que se alguma equipa quiser fazer um projeto em dois campeonatos diferentes, torna-se impossível, pois existem quase sempre provas coincidentes. Este ano teremos muitos fins de semana com dois, três e até quatro ralis diferentes a decorrer”, disse, concluindo com o que entende faltar: “Faz falta neste momento um campeonato como era organizado e regulamentado a Taça/Campeonato FPAK/Open, disputados a nível nacional, a quilometragem do CPR, custos reduzidos, regulamento técnico como os regionais, de forma poderemos progredir dos ‘regionais’ e correr a nível nacional com os nossos carros!”












