O Mundial de Ralis poderá perder mais um dos seus emblemáticos pilotos no final desta época. Há algum tempo que a questão da altura do abandono de Marcus Gronholm dos ralis está na ordem do dia, sem que da parte do finlandês se tenham ouvido grandes declarações nesse sentido, mas a verdade é que, desta feita, Gronholm vai mesmo decidir se continua, ou coloca um ponto final na sua longa e profícua carreira no final deste ano.
Em declarações ao jornal espanhol AS, Gronholm levantou a ponta do véu: «Estes dois meses sem provas permitiram-me pensar no assunto, e após o Rali da Finlândia irei tomar uma decisão», referiu Gronholm, que, sabe-se, não está agradado com a extensão da época de ralis, pelo que, sabedor que o próximo ano terá somente doze provas, pode jogar a favor da continuidade:
«É difícil parar quando estamos no top, mas por outro lado também é muito difícil ficar tanto tempo longe de casa. Há demasiados ralis e o ideal seriam doze ou catorze. Na verdade, desde que o Carlos Sainz se foi embora já ninguém se queixa de nada.»
Por falar em Carlos Sainz, o jornalista do AS aproveitou a boleia e questionou o finlandês relativamente à hipótese deste enveredar pelo mesmo caminho que o espanhol, ou seja o Todo-o-Terreno:
«Não descuro essa hipótese, mas penso que é um pouco perigoso, porque se anda muito depressa em estradas que não se conhecem. De qualquer forma eu sempre digo que não nestas situações, mas a verdade é que nunca se sabe.»












