Não fosse Hermann Gabner, num Proton Pert, ter ganho a segunda especial do Rali de Monte Carlo em 2001 quando um súbito degelo surpreendeu todos os favoritos e Armindo Araújo teria entrado para a história do Mundial de Ralis como o primeiro piloto a ganhar uma classificativa à geral com um carro de Produção.
Ainda assim, o feito não deixa de ser extraordinário, até porque, a vitória do piloto português foi obtida em condições normais de prova, mesmo se não se deve escamotear que ocorreu numa Superespecial com apenas 1,3 quilómetros de extensão.
Mas como foi então possível a que Armindo Araújo tornar-se o quinto português a vencer especiais no Mundial (Joaquim Moutinho venceu 27, Carlos Bica oito, Jorge Ortigão cinco e Rui Madeira quatro)? Nas palavras de Araújo:
«Tudo nos correu bem. Arriscamos tudo porque sabíamos que ali dificilmente estragaríamos o carro e o tempo surgiu naturalmente sem termos cometido erros». Depois de homologado o tempo (que muitos pensaram tratar-se de um erro de cronometragem), o piloto não teve mãos a medir para dar entrevistas a diversos canais de televisão (incluindo canal oficial do WRC) e receber de praticamente todos os pilotos oficiais as devidas felicitações e até a pergunta: «E agora? Vais continuar a atacar-nos?»










