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Últimas decisões de título no CPR, 2018: O regresso aos títulos de Armindo Araújo

José Luis Abreu by José Luis Abreu
10 Outubro, 2023
in CPR, Ralis
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Últimas decisões de título no CPR, 2018: O regresso aos títulos de Armindo Araújo

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Armindo Araújo e Luís Ramalho venceram o Rallye Casinos do Algarve de 2018 e sagraram-se Campeões de Portugal de Ralis, com o Team Hyundai Portugal a vencer logo no seu ano de estreia do seu projeto.
Estava escrito nas estrelas: Desde que Armindo Araújo decidiu pegar novamente nas luvas e capacete, depois de um hiato de cinco anos sem competir, seduzido pelo projeto da Hyundai Portugal, que o mundo dos ralis nacionais ‘abanou’ e se entusiasmou. Aquele que é um dos maiores pilotos de sempre da história do automobilismo de estrada em Portugal, regressava com um projeto suportado numa marca que também se envolvia nos ralis a nível oficial, juntando-se à Citroën. Depois de ter guiado o Hyundai i20 R5 em competição pela primeira vez a 17 de fevereiro de 2018, precisamente nove meses depois confirmou, no Algarve o seu quinto título de campeão absoluto, passando a ser o piloto com maior número de campeonatos, cinco, mais um que os míticos Joaquim Santos e Carlos Bica.
Depois de uma temporada, atribulada em alguns momentos, quando as peças se começaram a encaixar na perfeição, o piloto de Santo Tirso acelerou para uma conquista, que tem tanto de histórica, como teve de difícil, já que a competição só ficou resolvida “quando o Sol se punha” no campeonato.
À chegada ao Algarve eram três os pilotos que tinham hipóteses de chegar ao ceptro, o piloto da Hyundai e ainda Ricardo Teodósio e José Pedro Fontes, no final do primeiro dia de prova, o piloto do Citroën C3 R5, já tinha deixado de poder lá chegar, mas Teodósio continuou a fazer pela vida e protelou o suspense da decisão até onde o motor do seu Skoda Fabia R5 lhe permitiu.
Quis o destino que o AutoSport fosse a passar pela assistência da Hyundai, e no preciso momento em que nos preparávamos para cumprimentar o Nuno Castro e o Miguel Rodrigues, da equipa de apoio de Armindo Araújo, que a festa rebentou, já que foi nesse preciso momento que tiveram a confirmação que Ricardo Teodósio estava parado com o motor do Skoda partido.
O que se pode pedir mais como adepto ou jornalista que os protagonistas de um qualquer campeonato levem a decisão se possível até aos últimos metros. Foi o que aconteceu com o CPR 2018, uma competição que teve quatro vencedores em nove provas, Armindo Araújo (4), Ricardo Moura (2), José Pedro Fontes (2) e Ricardo Teodósio (1). As circunstâncias da competição levaram a que a decisão tenha ficado presa até à manhã do último dia dos nove meses do campeonato.
Na fase inicial, Fontes foi para a frente, Armindo começava mal, com um pião onde cedeu logo 24.1s. Tinha o carro mal afinado e iria sofrer até ao fim do dia, terminando em sétimo, a mais de um minuto do líder. Teodósio passou para a frente na PE3 e por lá ficou até abandonar, quando já tinha construído um avanço de 31.8s para Fontes, que teve problemas de travões.
Em quarto do CPR (7º da geral), Armindo precisava de subir uma posição, para não deixar nas mãos de Teodósio a decisão. E foi o que fez. Com o carro melhor afinado no segundo dia, converteu em dois troços um atraso de 16.8s para Miguel Barbosa, num avanço de 4.5s. Com o lugar que precisava para depender apenas de si próprio, o terceiro, no troço seguinte, saltou surpreendentemente para a liderança do rali, já que para além do abandono de Teodósio com o motor partido do Skoda, Fontes furou, perdeu 1m09.9s e caiu para terceiro.
Estava concretizada a reviravolta e o título assegurado. Daí para a frente, Barbosa ainda esboçou uma reação, Fontes também se reaproximou, mas o triunfo no rali ficou mesmo nas mãos de Armindo Araújo, que festejou a partir do lugar mais alto do pódio, com Luís Ramalho a ser também campeão de navegadores.
Teodósio não merecia o azar que teve, mas nada lhe tira o mérito de ter levado a luta tão longe.

Tags: Armindo AraújoCPR
José Luis Abreu

José Luis Abreu

Entre curvas e muito pó, descobri que o olhar treinado pela fotografia e a paixão pelos ralis só podiam levar a um destino: o jornalismo desportivo. E já lá vão mais de 30 anos…

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