O Rallye Vidreiro Centro de Portugal 2024, prova que decidiu o Campeonato de Portugal de Ralis, entrou diretamente para o top 7 das provas mais equilibradas da história do Campeonato Nacional/Portugal de Ralis, quando Armindo Araújo bateu José Pedro Fontes no rali que decidiu o título, quando Kris Meeke passou Pedro Almeida na derradeira especial e assegurou os pontos que lhe valeram o campeonato.
De resto, mesmo com o crescente equilíbrio nas provas do Campeonato de Portugal de Ralis, o Rali Cidade de Guimarães de 2014 continua a deter um recorde impressionante. Mais de uma década depois, mantém-se como a prova com a menor diferença entre o primeiro e o segundo classificado.
Naquela edição memorável, Pedro Meireles triunfou sobre Ricardo Moura por meros 0,3 décimos de segundo, um feito que superou o segundo final mais apertado de sempre – registado por 0,6s – no duelo entre José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio no Rallye Vidreiro Centro de Portugal Marinha Grande de 2019.
Olhando para os dados, há um detalhe fascinante: sete dos 30 ralis mais disputados ocorreram nos últimos cinco anos, provando o quão competitivo se tornou o nosso principal campeonato de ralis. Esse número representa 23% da lista, uma percentagem expressiva para um histórico que se estende por seis décadas. E se analisarmos os finais mais renhidos, os números tornam-se ainda mais interessantes: no top 10, essa percentagem sobe para 30%, e no top 20, alcança os 35%.
Curiosamente, o Rali Estrela e Vigorosa de 1992 mantém-se no ‘pódio’ desta lista, com Fernando Peres a vencer Jorge Bica por exatamente um segundo – um desfecho eletrizante que, 32 anos depois, ainda ecoa na história dos ralis nacionais.










