Ricardo Teodósio, ao volante do seu novo Citroën C3 Rally2, tem tido uma prestação marcada por uma fase inicial de adaptação. No segundo dia de competição, Teodósio demonstrou alguns bons pormenores, mas ainda algo afastado dos lugares da frente, em clara buscar do melhor compromisso. No final da quinta classificativa, ocupa a sexta posição nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), mantendo o foco em evoluir quilómetro a quilómetro com a nova máquina para tentar recuperar terreno face aos líderes.
Para um piloto que tem mudado de carro com regularidade, os primeiros ralis nunca são fáceis e Teodósio está agora a descobrir as exigências do C3 Rally2, um carro que requer um estilo diferente, como contou ao AutoSport:
“Temos de trabalhar no carro. Tenho que trabalhar um pouco na minha maneira de conduzir, porque este carro não permite que se ande tão atravessado como os outros. Vamos tentar encontrarmo-nos — um encontro amigável entre mim e o carro —, para que consiga ser mais rápido. Já temos algumas ideias do que fazer na assistência, a nível de suspensão e barras estabilizadoras, para ver se fico mais confiante. O carro não está a ler o terreno e a ter as rodas no chão. Em algumas partes as rodas vão no ar — ou seja, não traciona.”
Teodósio tem uma boa perspetiva geral dos Rally2 e explicou os trunfos do C3 e as diferenças entre as várias máquinas:
“Os carros têm algumas diferenças. Este carro, por exemplo, tem um grande motor. Para mim, é o que tem mais motor. Mas depois uns têm mais frente, todos têm mais traseira. Por exemplo, o Toyota tem uma frente impressionante. Este carro já não tem essa frente. Todos têm sempre umas diferenças, mas no geral, se fosse tudo medido com o mesmo piloto, na mesma estrada, a diferença é pouca.”










