Pedro Meireles e Mário Castro venceram a prova reservada ao CNR no Rali de Portugal, chegando ao fim com quase dez minutos de avanço para Joaquim Alves e Luis Ramalho (Ford Fiesta R5) que alcançam aqui o seu melhor resultado de sempre no CNR: “Correu bem o rali. Pudemos controlar a prova desde cedo devido ao acidente do Zé Pedro e à desistência do Miguel Barbosa, que me estava a dar luta. A partir daí foi trazer o carro até ao final porque tínhamos uma vantagem muito grande para o Joaquim (Alves). Os troços estavam muito degradados e não quisemos arriscar nada. Foram bons pontos para o campeonato e agora é trabalhar para a próxima prova” começou por dizer o novo líder do Nacional de Ralis, que ‘saltou’ de quinto para primeiro no CNR, porque nenhum dos quatro pilotos à sua frente pontuou nesta prova. João Barros e Carlos Vieira não marcaram presença e Miguel Barbosa e Zé Pedro Fontes não terminaram o rali: “Continuamos na luta pelo título mas com um handicap grande. Vamos lutar até ao fim e tentar para tentar ser campeões nacionais. Saímos daqui melhor do que entrámos e vemos alguma luz ao fundo do túnel mas os adversários são fortíssimos” disse Meireles, que sai daqui na frente, mas com quatro provas pela frente, três de asfalto e uma de terra, sabe que não vai ser fácil chegar ao seu objetivo.
No dia de hoje, tal como ontem de tarde, Meireles limitou-se a gerir a sua prova, tal era a vantagem com que ficou depois de Miguel Barbosa ter abandonado. Apesar das cautelas em Amarante, Meireles ainda teve um pequeno susto: “Na última classificativa o pedal do travão estava muito macio, deve ter sido algum rolamento, e fiquei sem travões, mas foi só mesmo isto” disse Meireles, que, apesar das dificuldades, continua convencido que o Rali de Portugal tem que estar no CNR: “Se for pela dureza não estamos habituados, mas pelo retorno que nos dá tem de estar no nacional. Acho que deve fazer parte do nacional por tudo o que nos dá e pelo que nós sentimos”, concluiu.










