Perfil de Joaquim Santos, o ‘penafidelense voador’


Joaquim Santos e Miguel Oliveira formaram a mais emblemática dupla do Nacional de Ralis da década de 80.

Um dos mais populares pilotos de ralis, em Portugal, foi Joaquim Santos. Campeão Nacional por seis vezes – quatro Absoluto (1982, 1983, 1984 e 1992) e duas de Turismo (1988 e 1992) – este piloto, natural de Penafiel (1952), será também sempre recordado pelo acidente que sofreu no troço da Lagoa Azul, em 1986, ano em que uma série de fatalidades colocou um ponto final na carreira dos monstruosos e quase inguiáveis Grupo B.

Na ocasião, o piloto português estava ao volante de um Ford RS 200, pintado com as cores da Diabolique.

E, por falar em Diabolique, esta é uma marca também intrinsecamente ligada ao nome de Joaquim Santos.

Quem não se lembra das suas atuações, aos comandos do Ford Escort RS 1800, sempre navegado pelo experiente e bem disposto Miguel Oliveira, o “Doutor”?

A estreia de Joaquim Santos na competição sucedeu em meados da década de 70 e pouco foi preciso para se tornar num vencedor. Na verdade, ele é o piloto mais vitorioso no palmarés dos ralis portugueses, com 39 triunfos.

O primeiro deles foi no Rali James/Póvoa do Varzim, em 1979, fazendo equipa com Albino Tristão, num Opel Kadett GTE. A última vitória, refira-se, foi no Rali Figueira da Foz, em 1992, com Carlos Magalhães, no Toyota Corolla GT Four.

Durante a sua carreira de piloto, sentou-se ao volante de alguns dos mais emblemáticos carros de ralis, obtendo sempre sucesso e sendo, em especial, espetacular na sua forma de pilotar deliciando milhares de espetadores por essas classificativas fora, Quim Santos efetuou também algumas incursões esporádicas na Velocidade, como no Troféu Toyota Corolla, no final dos anos 80.

O abandono, em definitivo, da competição a tempo inteiro foi em 2008, ano em que correu nos Clássicos, mas nos anos seguintes ainda foi fazendo algumas provas, cinco em 2009, uma em 2010, três em 2014, sendo que foi igualmente surgindo em algumas provas de resistência, em troféus monomarca reservados a equipas multi-pilotos. Afinal o bichinho nunca morreu. Despedimos-nos de Joaquim Santos em 18 de março de 2004, aos 71 anos.

Fica para a história como uma lenda do automobilismo português, e como o ‘penafidelense voador’ e obviamente, um dos melhores pilotos portugueses de ralis de sempre, para muitos, o melhor.