Novo ciclo com a Toyota: Pedro Almeida aponta a vitórias e títulos no CPR 2026
Entre jovens e veteranos: Pedro Almeida quer estar “entre os melhores” no CPR 2026…
Pedro Almeida entra em 2026 com a motivação renovada e um dos projetos mais ambiciosos da sua carreira, após ter admitido no final de 2025 que ponderava abandonar os ralis.
O convite da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal surgiu no fecho da última temporada, primeiro de forma informal, e rapidamente evoluiu para um programa completo com o novo GR Yaris Rally2, que lhe garante atividade ao longo de todo o ano e uma estrutura sólida para atacar o Campeonato de Portugal de Ralis.
Sem ainda ter testado o carro – algo previsto para o início de março, beneficiando do adiamento do Rali Vidreiro –, o piloto de Vila Nova de Famalicão deposita grande confiança num modelo já consagrado ao mais alto nível e acredita que a adaptação não será problema.
E Pedro Almeida não esconde a ambição: quer ganhar ralis, lutar pelos títulos e estar “entre os melhores” no CPR 2026, num pelotão que vê como particularmente competitivo, marcado pela fortemente provável mistura entre jovens em afirmação e veteranos consagrados.
Depois de um percurso construído passo a passo, do Renault Twingo nos regionais ao pódio absoluto e à vitória no Rali de Portugal, o piloto sublinha que este novo ciclo é uma boa oportunidade para confirmar, em resultados, o crescimento evidenciado nos últimos anos.
AutoSport: Pedro, como surgiu o convite da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal e o que te levou a aceitar, especialmente após teres dito estar “cansado” dos ralis no final de 2025?
Pedro Almeida: Este convite chegou no ano passado, no fim do ano, numa conversa muito superficial, a ver se estaria disponível a ouvir uma eventual proposta. Naturalmente conversamos, delineamos um projeto e estou muito satisfeito, especialmente porque tinha decidido que ou faria corridas com um projeto de futuro ou iria abandonar os ralis…
O projeto da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal vai-me permitir estar a temporada toda em atividade, focado nas corridas e com uma estrutura de apoio para conseguir fazer uma boa temporada.
AS: Surpreendeu-te de alguma forma o convite é assim, tu já em termos de de andamento já mostraste já mostraste muito, mas de alguma forma surpreendeu o teu convite?
PA: Surpreendeu-me a valorização do trabalho que fizemos na temporada passada. Foram poucos ralis, mas tivemos sempre um nível elevado e creio que reparar nisso é uma nota surpreendente… não é muito habitual nos ralis em Portugal. Apesar dos poucos ralis que fizemos, mostramos que estávamos ao nível dos da frente e sim, fiquei satisfeito por este trabalho não passar ao lado de quem está no universo dos ralis.
AS: Já testaste o GR Yaris Rally2? Se não, quando pensas fazê-lo?
AS: Ainda não andei no carro. Estamos a preparar as coisas para um primeiro teste no começo de março.
O adiamento do Rali Vidreiro dá-nos algum tempo para preparar melhor o começo da temporada.
O que sei do carro é que os resultados do último ano nos dão garantias de ser competitivo e muito bom. É um carro que é Campeão do Mundo portanto não há dúvidas sobre as caraterísticas técnicas. Agora vamos ver como é que vai ser a adaptação, mas tenho a certeza que esse não será um problema. Estou muito entusiasmado para começar.
AS: A equipa define-te como o piloto “mais avançado” do projeto. Qual é o teu objetivo principal para 2026: título de Pilotos, Marcas ou vitórias absolutas?
PA: Vamos com muita ambição. Vou fazer o melhor trabalho possível. Naturalmente, um passo de cada vez: quero ganhar ralis, isso não escondo. E como é óbvio, tentar consolidar todos esses resultados no fim do ano e estar na luta pelos troféus da temporada. Esse é claramente o nosso objetivo. Estar lá entre os melhores.
AS: Estás bem motivado, o oposto do que sentias em outubro quando falámos…
PA: “Sim, acima de tudo, ter a paz da alma de saber que não vou ter que andar o ano todo preocupado. Se vou fazer as provas todas, ou não. Se o orçamento vai chegar para o ano todo, isso dá-me logo uma motivação diferente e vantagem de poder olhar para este ano de uma maneira diferente do que tem sido até aqui…”
AS: Como avalias o que se perspetiva de concorrência no CPR 2026, sem estrangeiros e com uma mistura de jovens e veteranos? Onde te vês no meio disto tudo?
PA: Acho que vai ser um campeonato muito competitivo. O facto de se perspetivar muitos jovens, traz esse fator de novidade ao campeonato, e acho que isso vai fazer com que a competitividade vá subir bastante.
Acho que o facto termos pilotos jovens e caras diferentes, é muito bom para os ralis. É necessário que haja uma renovação – e se os mais velhos, que somam tantos títulos, ainda cá estão para as curvas, cabe aos mais novos tudo tentar para os superar. –e sabemos que isso será difícil, mas é também aliciante. O CPR promete!
Isso faz com que 2026 seja um ano diferente e acho que se calhar os pilotos que já andam no campeonato há mais tempo vão ter que olhar para isso de uma forma diferente e ‘dar ao pedal’.
Ninguém vai querer ser batido pelos mais jovens, mas acho que isso vai ser uma mais valia para o campeonato, este sangue novo.”
AS: Do Regional Norte em 2016 ao primeiro pódio em 2024 e vitória no Rali de Portugal em 2025, qual foi o ponto de viragem na tua progressão, o momento em que deste o maior salto?
PA: Sinceramente, acho que tive um crescimento gradual, passo a passo. Acho que não houve um momento em que tivesse havido uma grande viragem. Foi gradual e foi acontecendo. Mas sem dúvida que o ano passado foi o ano em que consegui dar o maior salto em termos de resultados e andamento.
As diferenças de ano para ano não são grandes, o processo passa basicamente por consolidar muitos pormenores que eventualmente acabam por fazer sentido e fazer tudo funcionar melhor, o que se traduz no cronómetro…”
AS: Como resumes os teus anos com a ARC Sport e com os Skoda?
PA: O facto de ter recebido este convite foi a única coisa que me fez continuar nos ralis. A minha ligação à ARC Sport continua boa, é uma equipa que eu gosto muito, que sempre fez sentir em casa, mas agora vem aí uma fase nova, diferente, e estou desejoso de começar a trabalhar…”
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