A estreia competitiva de Dani Sordo no Rali da Madeira foi marcada por desafios e muita frustração, com o piloto espanhol a não conseguir traduzir a sua experiência em resultados expressivos. Apesar das expectativas, Sordo nunca conseguiu impor o ritmo desejado com o seu Hyundai i20 N Rally2, lutando para acompanhar os adversários mais competitivos. Terminou no oitavo lugar da geral, quarto do CPR
A sua melhor prestação em troços foi um sexto lugar na PEC1, um resultado que não conseguiu replicar ao longo da prova. Nos troços mais longos, onde a sua consistência e ritmo costumam sobressair, como nas duas passagens por Palheiro Ferreiro, foi oitavo e sétimo. No entanto, na maioria das especiais do primeiro dia, a sua posição oscilou entre o décimo e o décimo segundo lugar na geral. O sábado trouxe uma ligeira melhoria, mas sem nunca ir além do sétimo posto em qualquer especial, e a sua melhor posição na classificação geral foi um sexto lugar após a super especial da Avenida do Mar.
O piloto espanhol expressou a sua profunda frustração com o desempenho do Hyundai, sentindo que o carro não lhe permitia lutar pelas posições que ambicionava. “Foi um pouco o que, mais ou menos, tínhamos pensado e sabíamos que iria acontecer, mas sempre temos um pouco de esperança. No final, foi o que foi…”, comentou Sordo, num balanço agridoce da prova.
Dani Sordo reconhece, no entanto, que as próximas provas, como o Rali da Água e o Rali do Vidreiro, serão mais favoráveis ao seu carro, por serem “mais rolantes”. Contudo, a adaptação do Hyundai às características específicas da ilha da Madeira revelou-se um forte obstáculo. “No final das contas, o carro não é muito rápido para mim”, afirmou, sublinhando que até Alexandre Camacho, um piloto habitualmente muito rápido na Madeira com este tipo de carro, também enfrentou dificuldades. “Eu não consigo fazer bons tempos com este carro”, concluiu, reconhecendo o elevado nível dos seus adversários: “Os outros pilotos não são todos coxos, são profissionais.”













