CPR: Armindo Araújo e Ricardo Teodósio: Quem lida melhor com a pressão?

Por a 3 Novembro 2021 13:39

Armindo Araújo e Ricardo Teodósio são os dois únicos concorrentes ao título ‘nacional’ de Ralis de 2021.

O ano passado, também só Armindo Araújo e Bruno Magalhães podiam chegar ao triunfo na última prova (que não houve), mas em 2017, 2018 e 2019 as coisas foram diferentes. Vamos recordar o que se antevia antes das decisões entre 2017 e 2020, situações que podem dar algumas pistas quanto ao futuro próximo, mas para já começamos com as contas deste ano: para Armindo Araújo, líder atual da classificação, ser campeão, basta-lhe ser segundo, se Ricardo Teodósio vencer e assegurar os três pontos da PowerStage.

Se o algarvio cumprir este pressuposto, vencer o rali e a PowerStage, a Armindo Araújo bastam-lhe os 20 pontos do segundo lugar, mesmo não pontuando na PS. Ou 17 do terceiro e mais dois na PS.

Pelo meio há inúmeras hipóteses, até porque tanto Bruno Magalhães como José Pedro Fontes ou mesmo Miguel Correia, todos eles podem vencer este rali, pois já mostraram ao longo deste ano e não só, capacidades para isso.

Portanto, o facto de referirmos Armindo Araújo e Ricardo Teodósio nas primeiras posições, esse não é, nem de perto, um dado adquirido e é bom que se tenha consciência disso pois qualquer um deles ou todos podem interferir diretamente na contabilidade do título.

A questão é, que, CPR: Armindo Araújo e Ricardo Teodósio pode lidar melhor com a pressão? Para isso ajuda muito o trabalho que está a ser feito agora, os testes, a preparação, e principalmente as decisões acertadas.

Até aqui, muitas dos altos e baixos das diversas duplas que têm lutado na frente têm diretamente a ver com o trabalho que foi feito nos bastidores, e nesse particular, todos já falharam e acertaram. Basta recordar o que se disse ao longo destes meses, até aqui.

Quem vai escolher a melhor afinação (espera-se temperaturas amenas, para o baixo, e céu limpo), quem vai fazer a melhor qualificação e com isso escolher a melhor ordem na estrada, tudo isto são detalhes importantes.

Para já, vamos recordar as decisões dos últimos quatro anos…

2017: Era repetente ou estreia? Foi estreia!

O Nacional de Ralis decidia-se no Algarve, entre Pedro Meireles e Carlos Vieira, que patiampara a derradeira prova da competição separados por 8.34 pontos, sendo que tendo em conta que o rali tinha 13 troços, a vitória em cada um valia 0.38 pontos, significava que há ainda muitas possibilidades em aberto no que ao título diz respeito. A faca e o queijo estavam na mão de Pedro Meireles, mas o piloto do Skoda FabiaR5 perdeu. Estava nas mãos de Carlos Vieira chegar ao título e foi o que fez só não vencendo um troço. Vieira venceu 10 dos 13 troços, e Pedro Meireles deu muito pouca luta.

2018: Armindo vence no ano do regresso

Depois de uma época marcada por quatro vencedores distintos em oito provas (Armindo Araújo, 3; José Pedro Fontes, 2; Ricardo Moura, 2 e Ricardo Teodósio, 1), a competição chegava ao Algarve com Armindo Araújo na frente, dispondo de uma boa vantagem, podendo perfeitamente gerir a sua prova, já que não necessita de vencer para ser campeão. Mesmo que Ricardo Teodósio vencesse, bem como obtivesse um bom conjunto de vitórias em troços, ao piloto do Team Hyundai Portugal, na altura, bastava ser terceiro, ou mesmo quarto, vencendo dois troços. As coisas estavam tremidas na PE7, pois Teodósio liderava e Araújo lutava com Miguel Barbosa pelo terceiro lugar, mas na PE seguinte o motor do Skoda de Teodósio entregou a alma ao Criador e o título a Armindo Araújo…

2019: a quadratura de um título que ficou no Algarve

Ricardo Teodósio, Bruno Magalhães, Armindo Araújo e José Pedro Fontes: todos partiam atrás do ‘jackpot’ no Rali Casinos do Algarve, com os quatro candidatos separados por 26,31 pontos com 30 pontos em jogo e muitas contas para fazer na prova que decidiu o Campeão Nacional de Ralis de 2019.

Ricardo Teodósio tinha uma boa vantagem nas contas, e se vencer ou for segundo (mesmo que não somasse qualquer ponto extra de triunfos em PE), seria sempre campeão.

O eventual terceiro lugar de Ricardo Teodósio na prova já apresentava ‘nuances’, ainda assim difíceis de concretizar (para os seus adversários), mas não impossíveis.

Bruno Magalhães dominou, pois precisava de ganhar, mas Teodósio controlou a prova toda e tinha mais para dar se necessário. Não foi. O segundo lugar chegou e sobrou.

2020: Luta interrompida…

Armindo Araújo venceu na Aboboreira e passou a liderar o campeonato e as contas para o Algarve eram simples.

O piloto da Skoda tinha 8.88 pontos de avanço para Bruno Magalhães. A vitória valia 30 pontos, o segundo lugar, 22, a Power Stage, 3, 2 ou 1 pontos. A prova tinha oito especiais, pelo que o triunfo em cada uma valia 0.625 pontos. Portanto, fazendo um exercício simples, para ser campeão a Bruno Magalhães podia não chegar vencer.

Mas todas estas contas foram inúteis. Não houve rali, foi cancelado devido à pandemia e como consequência não houve luta pelo título. Pois uma espécie de ‘coito interrompido’. Dá para imaginar a frustração, não?

Armindo Araújo foi o campeão.

Este ano vamos ver como corre. Armindo Araújo depende de si próprio, Ricardo Teodósio não. E depois há Bruno Magalhães, José Pedro Fontes e eventualmente Pedro Meireles que podem baralhar as contas. Portanto, há que desfrutar e ver o que acontece.

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