Carlos Tavares não é homem de se esconder nem de deixar de a dizer. O líder da Stellantis falou sobre o futuro e, mais uma vez, merece ser ouvido com atenção, pois deixa avisos sérios.
No âmbito da sua participação no fim de semana do Algarve Classics, questionamos Carlos Tavares sobre o futuro do grupo Stellantis no motorsport. O português fez o balanço e pudemos ler nas entrelinhas que os projetos da Fórmula E e do WEC passam por momentos decisivos. No WEC, a falta de resultados não agrada e se a situação se mantiver o projeto poderá correr sérios riscos. No caso da Fórmula E, a participação depende sempre das vendas de elétricos e da transferência de conhecimento que se faz da pista para a estrada. Ora é sabido que o mercado de elétricos está a aferrecer muito, que as decisões tomadas começam a ser questionadas, mas os seus efeitos serão sentidos em breve.
Carlos Tavares fala de uma era de sobrevivência. Chega mesmo a afirmar que o plano a médio prazo é sobreviver. “Ou se consegue vender carros elétricos ao preço dos térmicos e ter um pouco de lucro ou isto vai dar sarilho”.
E este momento da indústria automóvel terá inevitavelmente reflexos no desporto motorizado. Se as empresas começarem a sofrer, como Carlos Tavares antecipa, os primeiros investimentos a serem cortados serão, sem surpresa, os do desporto motorizado. Há também a questão do aumento dos custos da competição que podem afastar as marcas, especialmente nesta fase de incertezas. Um aviso sério que deveria fazer os responsáveis dos campeonatos pensar sobre o futuro.










