Bernardo Sousa e Hugo Magalhães participaram no Rallye del Bierzo, a quarta prova do Campeonato de Espanha de Ralis de Terra, com o intuito de testar para o Rali da Polónia, a próxima prova do WRC2.
No rali espanhol, a equipa portuguesa teve em destaque pelos tempos efetuados mas acabou por não traduzir esse andamento num resultado uma vez que um excesso de penalização antes ainda do primeiro troço, obrigou a que só pudessem participar na prova em regime de ‘Rally 2’.
Em todo o caso, pelos tempos efetuados e depois de se revelar o mais rápido em quatro dos oito troços (um deles foi neutralizado), Bernardo Sousa teria ganho o rali, sem a referida penalização, na frente do vencedor efetivo, Amador Vidal, no VW Polo N1 Proto.
Explicando a prova espanhola, o piloto da equipa ACSM Team começou por dizer que “antes da prova começar descobrimos o problema que nos estragou o Rali da Sardenha e que estava relacionado com uma cablagem dos injetores. Depois, já no rali espanhol, não fizemos qualquer teste antes da prova mas logo no primeiro troço da manhã de sábado o carro não pegava e descobriu-se que o problema advinha de uma das bombas de gasolina do Peugeot 208T16. Como não conseguimos recuperar a tempo, acabámos por desistir por excesso de penalização, mas a organização da prova foi impecável e como sabia que só iamos para testar, deixou-nos prosseguir. Assim, com o carro já competitivo, conseguimos mostrar rapidez e, com os tempos efetuados, virtualmente ganhamos o rali. Mas isso não era o mais importante”.
Realmente importante era “testar diversas soluções para o Peugeot e para os pneus Hankook e, nesse capítulo, correu tudo bem pois efetuamos um bom trabalho. É certo que o rali era diferente do que encontraremos na Polónia mas foi bom para ganhar ritmo e experimentar afinações diferentes, num rali onde os mais rápidos andaram depressa. Portanto e no computo geral, foi uma experiência bastante produtiva”, revelou o piloto português.







