Estar inscrito como equipa no Campeonato do Mundo de Ralis para pontuar como construtor não tem apenas benefícios, obrigando também a ter responsabilidades acrescidas ou algumas limitações. Como privados, nem todos os pilotos podem beneficiar das mesmas condições e isso não se resume à questão monetária. As oportunidades são a outra parte da questão.
A diferença foi percetível quando Martin Prokop declarou que preferia correr como privado (sem inscrever a sua equipa no WRC) porque isso lhe dava maior desafogo financeiro, tanto ao nível das taxas de inscrição na FIA, como também nas taxas de inscrição no próprio rali que eram mais reduzidas.
Por outro lado, ao não se ter inscrito como equipa no WRC, Prokop também teve vantagens no acesso a peças suplentes (a qual não tem restrições), não conhecendo também limitação no que à datas dos testes dizia respeito. Neste ponto, a equipa Armindo Araújo WRT sentiu algumas dificuldades extras como explicou Bruno Pianto, o diretor da equipa do português e da Motorsport Itália: “devido ao incêndio da Prodrive perdemos metade de um dia de testes que tínhamos previsto e como equipa inscrita não podíamos alterar a data. O Armindo só teve a oportunidade de fazer 70-80 km antes do rali no novo carro e apenas em condições de seco. Para além disso, não nos foi dada a oportunidade de testar os novos pneus Michelin para os WRC, que apenas foram disponibilizados às equipas oficiais”.
Curiosamente, Araújo terminou o rali a somente 5,9s atrás de Prokop que guiou um Fiesta WRC privado, numa equipa não registada no campeonato e, como tal, com a possibilidade de alterar a data dos testes que a FIA exige pré-definida. Armindo, no MINI JCW de equipa privada (mas inscrita no campeonato de Marcas) conquistou os seus primeiros pontos no Mundial deste ano, sendo um dos quatro MINI que iniciaram e terminaram o Rali de Monte Carlo, três dos quais no top ten.
Martin Holmes










