Não restam dúvidas a ninguém que a prova alemã entrou no WRC 2002 por motivos políticos, numa altura em que a Comissão de Ralis da FIA tinha nascido há pouco tempo, mas a quem foi dado bem mais poder decisório que os comités anteriores.
Esta comissão foi introduzida numa altura em que o poder coletivo dos Construtores estava a crescer muito num contexto em que a FIA não pretendia perder as rédeas da modalidade. Existia a aprovação geral para a entrada da Alemanha no WRC mas a FIA tinha um sério obstáculo, já que nunca tinha retirado uma prova do calendário sem razões para isso, e necessitava que um evento se auto destruísse.
Tudo o que aconteceu no Rali de Portugal de 2001 deu à FIA o pretexto que precisava para retirar a prova do WRC. Podia ter calhado a outro qualquer. Tocou-nos a nós! Uma prova que nos anos anteriores tinha sido das melhores do campeonato, recebendo mesmo um prémio do “Rali que mais evoluiu”.
Compreende-se a presença da Alemanha no WRC, isso só não sucederia se o único ponto do caderno de encargos das provas do WRC fosse espetáculo, emoção e troços míticos. A cara de espanto de Michele Mouton no Fafe World Rally Sprint deste ano mostrou bem o que se perde há uma década, de algum modo atenuado pelo regresso do WRC a Portugal em 2007. Talvez os nomes de Fafe em Arganil regressem ao WRC mais cedo do que se pensa…










