A FPAK discutiu com os associados o Plano de Atividades de 2023, e segundo sabemos, todos os pontos a discussão foram aprovados. Entre os temas mais ‘fraturantes’, deixa de haver a figura de inscrição nos campeonatos, os que acaba com o ‘famoso’ artigo das PGAK, o 13.3, que dizia: Nº mínimo de participações – um concorrente, para fazer parte de uma classificação final de um campeonato, taça, troféu, série, desafio ou critério, tem de efetuar um mínimo de 50% de participações +1 do número de provas/eventos que constarem no regulamento desportivo do Campeonato ou Taça FPAK correspondente.
Isso fez que muitos concorrentes não fosse elegíveis para os campeonatos onde (não) participaram, e levou, por exemplo a que os 30 pilotos que participaram em pelo menos uma prova do Campeonato Promo de Ralis, só quatro deles fizeram “50% de participações +1”.
Nos 14 que participaram nas duas rodas motrizes da mesma competição, só um ficou classificado, Alfredo Moreira, foi primeiro, e último.
Filipe Nogueira venceu as quatro provas em que participou, mas não teve as célebres: “50% de participações +1”. E o piloto pronunciou-se sobre isso: “foi uma época onde em todos os ralis garantimos os pontos do 1° lugar para as 2 Rodas Motrizes, o que nos permitiria ser segundos classificados no final do campeonato, não fosse um artigo do regulamento verdadeiramente ridículo que desclassificou todos as equipas que pontuaram com a exceção de uma.
Foi um campeonato estranho, pouco competitivo, onde em algumas provas houve poucos inscritos e por isso qualquer posição que alcançasse não significaria muito.
Sinceramente ser campeão só por ser, ou só porque sim, não me diz nada. Poderíamos ter alinhado em mais uma ou duas provas, se fosse esse um objetivo a qualquer custo, mas não é isso que nos move. Com todo o respeito e sem querer tirar qualquer mérito a quem foi campeão. Preferia ter disputado um campeonato “normal”, mas pelo que todos sabem, foi o que foi!”.
Quanto à razão de só ter participado em quatro provas, o piloto é taxativo: “o nosso budget não nos permitiu alinhar em todas as provas. Foi pena porque, tivemos uma época tranquila e sem qualquer desistência, ou problema no Peugeot 208, o que revela o excelente profissionalismo dos que nos acompanham em termos técnicos.”












