A lenda de Jorge Recalde
Jorge Recalde nunca será esquecido. O único piloto argentino que venceu uma prova do campeonato do Mundo de Ralis morreu precisamente há 12 anos, no dia 10 de março de 2001, aos 49, na sequência dum ataque cardíaco, que sofreu quando empurrava o seu carro rumo ao parque fechado em Villa Dolores. Oriundo de Mina Clavero, uma pequena cidade agrícola a cerca de 800 km de Buenos Aires, Jorge Recalde cresceu a viajar pelas estradas de terra da sua zona, e por isso conhecia os percursos do Rali da Argentina como poucos.
Deu-se a conhecer ao mundo em 1972, quando, a convite da FIAT, participou numa prova local, na zona de Mina Clavero, juntamente com pilotos europeus de renome, que bateu sem apelo nem agravo. Anos depois, Juan Manuel Fangio arranjou-lhe um lugar na Mercedes, e aí começou a sua escalada rumo ao sucesso, mas sempre com grandes dificuldades devido à falta de apoios.
Arranjar bons carros para disputar o Rali da Argentina, nunca foi um problema, mas sair do seu país era outra história. Em 1980 conseguiu alguns patrocínios para disputar ralis na Europa, mas não chegou para muito. Quedou-se pela Mercedes que o colocou a correr em África, onde, por exemplo, terminou no segundo lugar o Rali da Costa do Marfim, antes da Mercedes terminar o seu programa nos ralis. Mas dava sempre nas vistas no Rali da Argentina, e anos depois, levou um Lancia Delta à vitória no Rali da Argentina, em 1988. No ano seguinte começou a correr na Europa em Grupo N. Manteve-se nos ralis internacionais até 2000, terminou duas vezes em segundo na Taça FIA de grupo N e obteve nove pódios no WRC.
Era uma pessoa querida por todos. Por exemplo, o patrão da Mitsubishi, Andrew Cowan revelou que: “era uma excelente pessoa, sempre pronto a ajudar”, David Sutton, que lhe cedeu o Ford Escort que guiou na sua primeira visita à Europa contou que “não falava inglês naquela altura, mas tinha sempre um grande sorriso debaixo do enorme bigode”. Simo Lampinen, um dos ‘ases’ que Recalde ‘humilhou’ em 1972 na corrida organizada pela FIAT disse: “Percebi logo nessa prova que tinha uma fibra especial”.
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