A concorrência que o americano enfrentou ao longo da sua carreira não tem paralelo com nenhum outro membro deste ranking de gigantes. Entre 1983 e 1992 – nos nove anos em que competiu no Mundial -, Lawson bateu, entre outros, Barry Sheene, Marco Lucchinelli, Freddie Spencer, Wayne Gardner, Wayne Rainey, Kevin Schwantz, Mick Doohan, Randy Mamola, Christophe Sarron e Ron Haslam… Perca só alguns segundos e volte a ler a lista anterior. É a realeza das 500cc: são 15 títulos mundiais!
Método e talento
Lawson também teve coragem de fazer algumas apostas arriscadas ao longo da sua carreira. No final de 1988, divergências salariais com Giacomo Agostini, então Team Manager da Yamaha, levaram-no a deixar a marca que lhe deu três títulos mundiais e a assinar pela Honda. Mas Lawson nem sequer faria parte da equipa oficial, na altura entregue a Gardner e Doohan – em vez disso, trabalharia com o lendário preparador Erv Kanemoto, que anos antes tinha acompanhado Freddie Spencer na fenomenal ascensão do americano. Lawson e Kanemoto precisaram de quatro GP’s para transformar uma das motos mais difíceis (e potentes) do plantel – a NSR500 – numa máquina verdadeiramente demolidora. Foi campeão à frente do velho amigo Rainey, seu antigo companheiro nas dirt-tracks e nas Superbikes americanas. Foi o famoso título consecutivo com motos diferentes.
Mas a derradeira lição de classe estava reservada para 1991, quando aceitou pilotar e desenvolver a débil Cagiva. Na época seguinte, Lawson deu a primeira vitória à marca italiana nas 500cc, à chuva, no GP da Hungria.
Quando perguntámos a Simon Buckmaster, actual manager da Parkalgar Honda e piloto do Mundial nos anos 1980 e 90, quem foi o melhor entre os melhores nessa fabulosa época, a resposta surgiu rápida: Eddie Lawson.












