Para Rui Gonçalves, que tem excelentes recordações deste circuito holandês – foi aqui que marcou os seus primeiros pontos no mundial de Motocross e que venceu o seu primeiro Grande Prémio em 2009, na classe de MX2 – voltou a estar em boa forma neste traçado.
Durante os treinos livres e de qualificação, o piloto foi sempre dando boas indicações quanto à sua apetência pela pista de Valkenswaard algo que seria confirmado pela performance na manga de qualificação onde obteria o terceiro posto final.
A primeira manga não correria de feição para o piloto de Vidago. Depois de uma partida mediana, Gonçalves situou-se no sétimo posto durante um par de voltas até que à terceira volta cairia para o 10º posto. A partir do meio da corrida, Gonçalves encetou uma bela recuperação que o levou até ao sexto posto da geral.
Na segunda manga do dia o cenário seria completamente diferente. Rui Gonçalves colocaria a sua CRF 450 R oficial na dianteira logo na primeira volta, posição que assumiria durante seis voltas. Pressionado por David Phillippaerts, Gonçalves cedeu três lugares de uma só vez após uma ultrapassagem mais agressiva por parte do italiano. Depois de recuperada a concentração, o português voltaria ao ataque, tentando não perder o contacto do grupo da frente. A duas voltas do fim herdava o quarto posto após a queda de Steven Frossard, finalizando a prova na quinta posição da geral.
“No cômputo geral foi uma boa prova, mas muito difícil. Na primeira manga achei que não estava a andar de acordo com o meu ritmo normal. Demorei muito tempo a acordar. Sensivelmente a meio da corrida entrei no meu ritmo habitual, procurei melhores trajetórias e finalizei em sexto, logo atrás do Desalle. Na segunda manga concentrei-me ao máximo na partida e consegui fazer o ‘holeshot’. Consegui distanciar-me um pouco e depois percebi que o Phillippaerts estava um pouco mais rápido. Quando fui ultrapassado perdi a concentração durante duas ou três voltas e perdi o comboio dos pilotos da frente e por isso fiquei um pouco desapontado com a segunda manga, apesar de ter sido uma corrida excelente que colocou à prova a condição física de todos os pilotos e, onde a minha Honda provou ser uma máquina fora de série”.
Classificação GP Holanda: 1º Antonio Cairoli (ITA) 47 pts, 2º Max Nagl (GER) 45 pts, 3º David Philippaerts (ITA) 38pts, 4º Steven Frossard (FRA) 38pts, 5º Rui Gonçalves (POR) 33 pts.
Campeonato: 1º Steven Frossard 85 pts, 2º Max Nagl 80 pts, 3º Clement Desalle 78 pts, 4º Antonio Cairoli 72 pts, 5º David Philippaerts 63 pts, 6º Rui Gonçalves 62 pts.











