Para além de Rui Gonçalves, que participou na MX1, a categoria principal, também Luís Correia e Hugo Basaúla representaram as cores nacionais no Motocross da Nações contribuindo para a 10ª posição final de Portugal na prova norte-americana. Luís Correia foi 21º e 22º na classe Open enquanto Basaúla conseguiu a 29ª posição na primeira corrida da classe MX2 e a 31ª na segunda.
Rui Gonçalves é o piloto no historial desta prova com o maior número de participações, totalizando nove no total. Gonçalves estreou-se neste evento em 2001 ano em que Portugal obteve o oitavo posto, posição que repetiria em 2005 no circuito de Ernée. Desde então Rui Gonçalves só não representou as cores nacionais em 2008, devido a estar lesionado.
Para Rui Gonçalves o nono posto agora alcançado foi um justo prémio por uma época que não começou da melhor forma, fruto de uma lesão no ombro, mas que termina em crescendo, num bom momento de forma.
Desde cedo que o piloto da KTM deu excelentes indicações na pista de Thunder Valley, ao mostrar que a sua experiência internacional trazia grandes valias, e que transmitiu aos seus colegas de equipa, trocando informações sobre escolha de trajetórias e outras situações de corrida.
Na primeira manga Rui Gonçalves esteve em bom plano ao classificar-se no nono posto imiscuindo-se na luta pelas posições cimeiras e lançando a equipa portuguesa no ‘Top 10’ desta prova.
A segunda manga seria dolorosa para Gonçalves. O piloto da KTM 350 passava na primeira volta na 12ª posição, mas a projeção de uma enorme pedra de um adversário contra o seu peito provocava-lhe forte dores que por pouco não obrigaram ao abandono. Mesmo assim, Gonçalves cerrou os dentes e levou a sua moto até final conseguindo mais um resultado histórico para o Motocross nacional.
Rui Gonçalves: “Estou bastante contente com este resultado. Para mim é mais um bom exemplo de que Portugal continua a ter muito bons pilotos de motocross.
Entrei confiante nesta prova, embora a pista de Thunder Valley tivesse um traçado bastante diferente daquilo que estamos habituados no Mundial de MX, especialmente no tipo de saltos que exigiam muito empenho e dedicação. A primeira manga foi excelente. Entrei bem e fiz o melhor que pude e por isso o nono posto foi uma posição bastante gratificante.
Na segunda manga voltei a entrar bem, embora a partida não tenha sido tão produtiva. O problema foi que logo no início levei com uma pedra enorme no ombro que me provocou fortes dores e quase me levou ao chão . A partir desse momento pensei que não iria acabar a manga, mas não desisti e levei a moto até ao fim. No fim descobri que o impacto foi tão forte que até partiu o meu capacete na zona do queixo.
Queria terminar dando os parabéns aos meus colegas de equipa, Luís Correia e Hugo Basaúla, estiveram ao mais alto nível e deram um contributo decisivo na obtenção deste grande resultado.”










