Apesar de não ter o ‘elan’ das últimas décadas, o Europeu de Ralicross continua a ser uma modalidade que seduz grande número de espectadores e adeptos, ainda que a competição esteja algo centralizada no norte e centro da Europa, não existindo, por exemplo, atualmente, qualquer evento em Portugal, Espanha ou Itália.
O novo promotor, a IMG (que representa por exemplo Sir Jackie Stewart, a Caterham, Heikki Kovalainen e Danica Patrick) pretende para já manter sensivelmente o mesmo calendário, mas introduzindo um novo estilo ‘speedway’ nas mangas de qualificação. Os concorrentes deixam portanto de ser apurados através dos melhores cronos, mas sim através das posições em luta direta, no novo estilo ‘speedway’.
Este será o primeiro passo num projeto que tem várias fases. A primeira passa por dar a conhecer os pilotos de Ralicross, pois se os ‘verdadeiros’ adeptos da modalidade estão familiarizados, já os adeptos em geral que gostam da modalidade, muito provavelmente, não conhecem um único dos atuais nomes.
Faltam nomes sonantes ao Ralicross
Se lhes falarem de Martin Schanche ou de Kenneth Hansen, provavelmente sim, mas são muitos poucos os que conhecem Timur Timerzyanov, Liam Doran, Davy Jeanney ou Tanner Foust. Marcus Grönholm e Sébastien Loeb fizeram mais pelo Ralicross nos últimos meses do que a última década de Europeu.
O Global Rallycross norte-americano, longe do purismo dos europeus, tem um marketing invejável, que a nova promotora IMG não desdenharia igualar. Já em termos de formato, os europeus são a antítese dos norte-americanos, mas a verdade é que em ambos há bom espetáculo.
Em resumo, é uma boa notícia para os adeptos duma modalidade que é absolutamente espetacular, sendo muito estranho que nunca tenha ganho um estatuto bem acima do que detém. Referindo somente o caso de Portugal, quem assistiu anos a fio em Lousada (e mais recentemente em Montalegre) às provas do Europeu sabe do que falamos…











