Mas o MotoGP, tal como outros desportos, teve períodos áureos quando foi bipolarizado na sua correlação de forças, ou seja, quando um homem se bateu com outro e, no processo, extraiu aquela ‘centelha divina’ que apaixonou gerações de adeptos, de bancada ou de sofá. Foi assim com Barry Sheene e Kenny Roberts, com Wayne Rainey e Kevin Schwantz, ou com Rossi e Max Biaggi.
O que este desporto (ou outro) raramente viu foi a dispersão de poder que marcou o início do Mundial de 2009, com Rossi, Lorenzo, Stoner e Pedrosa, todos eles a mostrarem capacidade para lutar pelo título.
É certo que o grupo poderá ter ficado sem Dani Pedrosa em Mugello, fruto de mais uma queda e consequente lesão do pequeno espanhol. Mas os outros três pilotos vão desembarcar em Barcelona nos próximos dias com nove pontos de diferença entre si após cinco corridas. Nada mal para quem gosta de corridas… de verdadeiras corridas. Aquelas onde se inicia um fim-de-semana de Grande Prémio sem saber quem estará mais forte no domingo à tarde.
Na Catalunha, tanto poderá ser o temível líder Stoner, como o novo ‘menino de ouro’ da ‘afición’, Lorenzo, ou o homem que dizem ser o melhor de todos os tempos, Valentino Rossi. Ou até um caseiro Pedrosa com apetência para o papel mitológico da fénix. No fundo, ninguém sabe o que vai acontecer. E os fãs agradecem.











