Miguel Oliveira testa desde a passada semana com a Leopard Racing para a sua época de estreia no Moto 2, primeiro em Barcelona, Valência e agora Jerez, onde uma queda lhe provocou uma fratura no dedo anelar da mão direita. Recorde-se que Miguel Oliveira tinha regressado aos comandos da Kalex da equipa alemã depois de anteontem não ter podido rodar no circuito andaluz devido a ventos fortes. Contudo, a queda impediu o vice-campeão do Moto3 de continuar a sua adaptação à categoria das 600cc:
“As condições não eram as melhores. Era difícil estar em pista e não deu para fazer muitas voltas. Infelizmente, também terminei os testes mais cedo devido a uma queda na qual fraturei o quarto dedo da mão direita. Foi um dia de treinos duro mas saio daqui muito satisfeito com tudo o que temos vindo a conseguir. Sinto-me cada vez mais adaptado à mota e gosto muito da forma de trabalhar da equipa. Estes dias serviram para conhecer melhor o meu grupo de trabalho e a mota, claro, e para adaptar cada vez mais o meu estilo de condução à categoria. Agora vou analisar a situação com o meu médico e ver se é necessária uma intervenção cirúrgica para que exista uma recuperação mais rápida a tempo dos testes oficiais IRTA”, que, recorde-se, decorrem entre 2 e 4 de março, também em Jerez.
Antes, em Valência, Oliveiram ostoru que a ‘curva de aprendizagem’ que está a fazer entre o pelotão de Moto2 é cada vez mais evidente. O novo recruta da Leopard Racing fechou o testes no circuito Ricardo Tormo com um registo que fica a apenas 0,3s do recorde da pista espanhola, o que em conjunto com as informações recolhidas fizeram com que Oliveira abandonasse a pista com um rasgado sorriso nos lábios: “Foram dois dias de testes muito produtivos de adaptação à moto, embora com dois pneus traseiros defeituosos que nos fizeram rumar numa direção contrária. Um dos pneus chegou mesmo a desintegrar-se o que causou uma perda de ritmo nos trabalhos. Mas, à medida que ia rodando encontrava-me cada vez mais confortável com a moto e isso permitiu-me fazer uma volta rápida. O importante nestes testes não é fazer uma volta rápida, mas aconteceu, e isso deixa-me bastante satisfeito sobretudo porque não registei nenhuma queda nas 64 voltas.” No total Miguel Oliveira cumpriu 114 voltas nestes dois dias em Valência, melhorando não apenas os seus tempos por volta mas acima de tudo o conforto e o à vontade com a Kalex de 2016.












